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Corinthians falha meta de vendas e aprofunda crise financeira

Clubes europeus recuaram e a falta de recursos pressiona diretoria antes do clássico contra o Flamengo

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Corinthians falha meta de vendas e aprofunda crise financeira

Corinthians não arrecadou os 25 milhões de euros (cerca de R$ 148 mi) previstos para a janela de meio‑ano, deixando o clube ainda mais endividado e obrigando a diretoria a buscar soluções emergenciais antes do clássico contra o Flamengo. A meta, estabelecida após a falha em atingir os 12,5 milhões de euros esperados até março, era essencial para equilibrar o orçamento de 2026. O não cumprimento evidencia uma ruptura entre as expectativas financeiras e a realidade do mercado de transferências.

O déficit acumulado no primeiro semestre chegou a R$ 246 mi, enquanto o orçamento de 2026 projetava arrecadação de R$ 151 mi provenientes de direitos federativos e do mecanismo de solidariedade da FIFA. Até junho, o clube registrou apenas R$ 2,978 mi em receitas, muito aquém do planejado. Além disso, o Corinthians convive com três transfer bans ativos, o que impede a contratação de reforços e aumenta a pressão para gerar caixa via vendas.

Na tentativa de fechar negócios, o Nottingham Forest apresentou oferta de 12 milhões de euros por André, mas o Timão manteve a exigência de 15 milhões de libras (cerca de R$ 105 mi) mais 6 milhões de libras em bônus, inviabilizando a negociação. A diferença de valores e a postura firme da diretoria demonstram a prioridade dada ao valor de mercado do jogador, ainda que isso tenha custado a oportunidade de entrada de recursos imediatos. Sem acordo, André permanece no elenco, mas sem gerar a receita esperada.

Quanto a Breno Bidon, o Besiktas da Turquia sinalizou 18 milhões de euros, divididos em 12 milhões à vista e 6 milhões parcelados, porém a proposta não foi formalizada antes do fechamento da janela turca, levando o empresário a encerrar a negociação. A falta de documentação oficial selou o fracasso da operação, apesar do valor estar próximo da meta. Assim, nenhum dos dois atletas saiu do clube, mantendo o plantel intacto, mas sem o aporte financeiro necessário.

Internamente, dirigentes celebram a manutenção do elenco, argumentando que a ausência de reforços era inevitável pelos bans, mas reconhecem a fragilidade financeira criada pelo descumprimento da meta. Osmar Stabile, presidente, afirmou que a diretoria está estudando opções para compensar o vazio de receitas, sem detalhar medidas específicas. A transparência limitada gera ansiedade entre torcedores, que temem novos cortes ou atrasos nos salários.

Uma das alternativas divulgadas pelo GE, já citada pela imprensa, é antecipar até 30 % das receitas previstas para 2027, buscando aliviar o caixa imediato. Outras possibilidades incluem renegociação de patrocínios, venda de direitos de imagem ou empréstimos bancários, embora o histórico de inadimplência torne credores cautelosos. Cada cenário traz riscos de comprometimento futuro, especialmente se o clube não conseguir reverter o déficit nos próximos meses.

O próximo desafio esportivo chega contra o Flamengo, com três jogadores corintianos convocados para a Seleção, o que pode limitar ainda mais a competitividade do Timão. Enquanto isso, a diretoria deve apresentar um plano de ação ao Conselho Deliberativo nas próximas semanas, onde serão avaliadas cortes de custos e possíveis vendas de ativos menores. Torcedores e analistas acompanharão de perto se as medidas emergenciais serão suficientes para evitar um agravamento da crise financeira.

Fonte: ge.globo

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