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Cristaldo revela luta contra álcool e salva vida com terapeuta

O ex-atacante do Palmeiras conta como o apoio psicológico tirou-o da beira do suicídio.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Cristaldo revela luta contra álcool e salva vida com terapeuta

Jonatan "Churry" Cristaldo, atacante argentino que vestiu o Palmeiras entre 2014 e 2016, concedeu entrevista ao TyC Sports e revelou que chegou a cogitar o suicídio enquanto enfrentava um grave vício em álcool, afirmando que a ligação da sua terapeuta salvou sua vida.

Durante a passagem pelo Palmeiras, Cristaldo participou de 76 partidas, marcou 20 gols e ajudou o clube a conquistar a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Depois de deixar o Verdão, o jogador seguiu por clubes da Ucrânia, Itália, México, Bolívia e Brasil, mas atualmente está sem contrato, o que intensificou seu isolamento.

O ex‑campeão contou que nunca havia bebido antes dos 18 anos; o álcool tornou‑se um escape para dormir e apagar a dor. Ele descreve o momento crítico em que, ao volante de sua caminhonete, pensou em acabar com a própria vida, mas atendeu ao telefone chorando e recebeu o apoio imediato da terapeuta que o acompanhava.

Cristaldo explicou que nunca sonhou em ser jogador, mas buscava garantir um futuro para a família. Quando finalmente alcançou esse objetivo, o peso das expectativas e a falta de um plano pós‑carreira o levaram a um comportamento descontrolado, agravado pelo consumo de álcool como forma de fuga.

O relato chega em um contexto em que a saúde mental tem ganhado atenção no futebol mundial, após casos como o de Andrés Iniesta e o suicídio de jogadores jovens. A experiência de Cristaldo reforça a necessidade de clubes oferecerem acompanhamento psicológico contínuo, sobretudo para atletas que chegam ao fim da carreira ou atravessam períodos de instabilidade contratual.

Para o Palmeiras, a história traz um alerta sobre o acompanhamento de ex‑jogadores. Embora o clube tenha sido parte da trajetória vitoriosa de Cristaldo, a falta de suporte institucional após a saída pode ser vista como um ponto fraco, que outros clubes podem corrigir ao criar programas de transição e bem‑estar.

Cristaldo pretende continuar o tratamento com sua terapeuta e ainda não descartou a possibilidade de voltar a jogar, embora reconheça que sua prioridade agora é a recuperação pessoal. O próximo passo será a participação em projetos de apoio à saúde mental de atletas, tema que deve ganhar espaço nas discussões da CBF e nas políticas de clubes brasileiros.

Fonte: ge.globo

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