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Cruzeiro vê defesa afundar e arrisca queda na Série A

Com 39 gols sofridos, a defesa celeste está à beira dos números dos quatro últimos colocados.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Cruzeiro vê defesa afundar e arrisca queda na Série A

O Cruzeiro terminou a 31ª rodada do Brasileirão 2026 com 39 gols sofridos, o sexto maior número da competição e quase equiparável ao dos quatro últimos colocados. Esse volume de vazamentos coloca a Raposa em risco direto de rebaixamento, já que a diferença de dois gols a separa do top‑5 das defesas mais frágeis. O alerta surge em um momento decisivo da temporada, quando cada ponto pode definir a permanência na elite.

Historicamente, o clube mineiro tem tradição de solidez defensiva, mas a campanha atual mostra um retrocesso significativo. Enquanto equipes como Chapecoense (52 gols) e Remo (45 gols) ocupam as últimas posições, o Cruzeiro, apesar de ser um dos grandes, figura logo atrás, ao lado de Vasco da Gama (41 gols). Curiosamente, o Internacional, único clube da zona de rebaixamento que não aparece na lista das piores defesas, tem a nona melhor marca defensiva do torneio.

A lista das seis piores defesas do Brasileirão 2026 reforça a precariedade do setor celeste: Chapecoense – 52, Remo – 45, Botafogo – 43, Mirassol – 42, Vasco da Gama – 41 e Cruzeiro – 39. O número de gols sofridos pelo Cruzeiro está a apenas oito unidades do recorde da Chapecoense e a dois gols de entrar no top‑5 das zagas mais vazadas. Essa proximidade numérica evidencia que a defesa rubro‑negra está a poucos passos de se tornar uma das piores da competição.

Artur Jorge tem à disposição um elenco relativamente amplo: três goleiros (Cássio, Otávio, Léo Aragão) e quatro zagueiros (Villalba, João Marcelo, Jonathan Jesus, Fabrício Bruno), além de cinco laterais (William, Fagner, Kauã Moraes, Gabriel Rojas, Matías Viña). No esquema mais utilizado, a linha de quatro é composta por Otávio, Fagner, Fabrício Bruno e Jonathan Jesus, com Gabriel Rojas atuando na lateral esquerda, alternando com Villalba. O desfalque de Jonathan Jesus, afastado por lesão no músculo associado ao tornozelo esquerdo, levou João Marcelo a assumir a vaga, reduzindo a consistência da parceria central.

Do ponto de vista tático, a rotatividade e a ausência de Jonathan Jesus fragilizam a comunicação entre os zagueiros, gerando lapsos nas marcações nas bolas paradas e nas transições defensivas. A alternância constante entre Gabriel Rojas e Villalba na lateral esquerda impede a criação de um vínculo defensivo sólido, enquanto a falta de um goleiro titular definido compromete a segurança nas bolas aéreas. Esses fatores, somados à pressão de um calendário intenso, explicam a alta taxa de gols sofridos.

Na tabela, a vulnerabilidade defensiva tem custo direto: cada gol a menos sofrido poderia se traduzir em pontos conquistados em empates ou vitórias que hoje se perdem por margens apertadas. Financeiramente, a permanência na Série A garante receitas de TV e patrocínios essenciais para amortizar os investimentos de R$ 60 milhões em reforços, que ainda não renderam o retorno esperado. Para a torcida, a situação alimenta um clima de insatisfação que pressiona Artur Jorge a buscar ajustes imediatos ou arriscar mudanças no comando técnico.

O próximo desafio do Cruzeiro será contra o Atlético-MG no clássico Mineiro, partida que servirá de termômetro para a capacidade de reação da defesa. Se a Raposa conseguir reduzir a margem de gols sofridos, ainda há espaço para escapar da zona de rebaixamento nas rodadas finais. Observadores recomendam atenção ao desempenho dos laterais e à eventual volta de Jonathan Jesus, fatores que podem mudar a dinâmica defensiva nos momentos decisivos.

Fonte: ge.globo

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