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Cruzeiro reforça futebol feminino e nega retrocesso após eliminação

Gestora Luiza Parreiras garante continuidade de investimentos e abre janela para novos reforços antes da Libertadores.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Cruzeiro reforça futebol feminino e nega retrocesso após eliminação

O Cruzeiro foi eliminado nas quartas de final do Brasileirão Feminino A1, ao perder por 3 a 1 para o Corinthians, e a gestora Luiza Parreiras usou a coletiva para afirmar que o clube não retrocederá nos investimentos da categoria. A declaração chegou num momento em que a equipe ainda disputa a Libertadores Feminina e o Campeonato Mineiro. Para a diretoria, o desempenho nesta fase não altera a estratégia de longo prazo. O discurso visa tranquilizar a torcida e os patrocinadores que tem acompanhado a evolução do projeto feminino.

A campanha do Cruzeiro no Brasileirão Feminino 2026 foi marcada por alternância de resultados, mas a equipe chegou às quartas de final pela primeira vez em duas temporadas. Historicamente, o clube tem investido na base feminina desde 2019, porém ainda busca consolidar-se entre os quatro primeiros colocados. A eliminação para o Corinthians, atual campeão, evidencia a diferença de elenco, mas também abre espaço para reavaliar a política de reforços antes da fase de grupos da Libertadores, que começa em outubro.

Na janela de transferências do meio do ano, o Cruzeiro foi a equipe que mais contratou no futebol feminino brasileiro, assinando com Michelle, Radija, Yenifer e Isadora. Cada contrato tem duração mínima de dois anos, o que, segundo Parreiras, demonstra um compromisso de longo prazo. As contratações foram motivadas por um surto de lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) que tirou jogadores titulares por períodos prolongados. O reforço imediato buscou manter a competitividade da equipe tanto no campeonato nacional quanto na competição continental.

Parreiras também apontou que, embora os clubes estejam adotando uma postura mais cautelosa nos investimentos, nenhum está retrocedendo. Ela citou o movimento observado após a Copa do Mundo de 2026, que deve impulsionar o interesse pelo futebol feminino no Brasil em 2027. Essa cautela, segundo a gestora, reflete um ajuste de orçamento, mas não compromete a ambição de montar elencos capazes de disputar semifinais inéditas, como a que o Cruzeiro almeja alcançar.

Do ponto de vista tático, a renovação de atletas permite ao técnico trabalhar com maior profundidade de elenco, mitigando o risco de desfalques recorrentes. Financeiramente, o clube tem alocado recursos específicos para salários e estrutura, o que reforça a credibilidade do projeto perante patrocinadores. A permanência de atletas por ao menos dois anos cria estabilidade nas linhas de ataque e defesa, favorecendo a implementação de um estilo de jogo mais coeso e agressivo.

A janela de reforços permanece aberta até 11 de setembro, data limite para inscrições na fase de grupos da Libertadores Feminina 2026. Parreiras admitiu que o mercado feminino ainda oferece poucas opções de alto nível, mas que o Cruzeiro continuará “procurando oportunidades”. O clube dispõe de estrutura de treinamento, apoio médico e apoio financeiro que o coloca em posição privilegiada para atrair jogadoras que buscam regularidade e visibilidade continental.

O sorteio da fase de grupos da Libertadores Feminina ocorrerá na próxima segunda‑feira, às 12h30, em Luque, Paraguai, e definirá os adversários do Cruzeiro na primeira fase. Enquanto isso, a diretoria observará o desenvolvimento das jogadoras recém‑contratadas e avaliará possíveis reforços de última hora. O desempenho na competição continental será o termômetro definitivo para medir se o investimento anunciado realmente eleva o Cruzeiro ao patamar dos clubes mais competitivos do continente.

Fonte: ge.globo

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