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EUA usam ciência

Seleção americana estuda ondas cerebrais para vencer disputas de pênaltis

Redação Voz do Gol2 min de leitura
EUA usam ciência

A seleção dos Estados Unidos chegou à Copa do Mundo de 2026 com uma abordagem inovadora para disputas de pênaltis. Desde o começo de 2025, a federação americana fechou uma parceria com a empresa alemã Neuro11 para monitorar as ondas cerebrais dos jogadores durante os treinamentos de cobrança de pênaltis. O objetivo é entender como os atletas entram na 'zona de foco' máximo e reproduzir isso em jogos oficiais.

Essa parceria é fruto de uma busca por vantagem competitiva em um esporte onde a margem entre vitória e derrota é frequentemente muito estreita. A Copa do Mundo de 2026 é um palco onde a seleção americana busca fazer história, e a preparação para disputas de pênaltis é apenas um dos aspectos de sua estratégia mais ampla.

Os treinamentos incluem a simulação de situações de jogo, com sons de torcida e tentativas de criar um ambiente que tire a atenção dos jogadores. Além disso, os pesquisadores compilam estatísticas de onde as defesas mais fáceis acontecem e onde mais vezes a cobrança vira gol. Esses dados são usados para os jogadores treinarem e acertarem a porção do gol com melhor aproveitamento.

Diego Luna, meio-campista que ficou fora da convocação final, detalhou sua experiência com o equipamento de monitoramento de ondas cerebrais em uma entrevista ao The Athletic. 'Você tem que grudar coisas na sua cabeça e colocar este capacete, fios e vestir umas coisas engraçadas. Eu fiz três vezes e em cada uma delas eu melhorei nos pênaltis', disse Luna.

O técnico argentino Mauricio Pochettino, embora reconheça a impossibilidade de replicar o estresse emocional e a pressão de um mata-mata de Copa do Mundo, acredita na importância de simular e testar os jogadores. 'Sabemos que é impossível replicar o estresse emocional, pressão e expectativas', disse Pochettino, destacando a necessidade de preparação.

Um estudo da Universidade de Twente, de 2021, sugere que a área do cérebro referente à execução de tarefas está mais ativa quando os jogadores estão mais preparados para a cobrança. Se os estudos feitos com os jogadores americanos chegaram à mesma conclusão, a ideia será criar técnicas para melhorar a concentração usando as informações colhidas.

A abordagem inovadora da seleção americana para disputas de pênaltis é um reflexo de sua busca por excelência em todos os aspectos do jogo. Com a competição intensificando-se na Copa do Mundo de 2026, a capacidade de lidar com a pressão e manter o foco pode ser o fator decisivo entre equipes altamente qualificadas.

Fonte: ge.globo

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