Infantino enfrenta oposição
Europa, Ásia e Concacaf formam bloco de 136 votos contra o presidente da Fifa

A carta conjunta publicada pela Uefa, AFC e Concacaf nesta segunda-feira cria um bloco de oposição viável para a próxima eleição da Fifa, prevista para março de 2027. As três entidades somam 136 votos no Congresso da Fifa, o principal órgão de decisão e que escolherá o próximo presidente.
O número de votos é mais do que suficiente para eleger alguém para a cadeira que hoje é de Infantino, mas há desertores – e o suíço conta com eles. A Fifa tem hoje 211 associações-membros, todas com direito a voto e com o mesmo peso. Para escolher um presidente, é preciso ter a maioria simples – ou seja, 106 votos.
A Uefa, AFC e Concacaf criticam a forma como foi conduzido o processo, agora abandonado, de criar uma subsidiária da Fifa. O documento conjunto não cita Infantino nominalmente, nem cobra sua renúncia imediata, mas apela para uma liderança que sirva o futebol, e não que busque controlá-lo.
O México e o Catar, por exemplo, declararam apoio ao atual presidente da Fifa, que tem a Conmebol e a África a seu lado durante a crise. A Conmebol divulgou uma nota na semana passada criticando os movimentos de opositores, sugerindo ser uma tentativa de golpe.
A eleição da Fifa é um processo complexo, que começa em 19 de novembro, quando se encerra o prazo para a inscrição de chapas. Um candidato precisa do apoio formal de pelo menos quatro associações. O processo eleitoral está previsto para o próximo Congresso da Fifa, em Rabat, Marrocos, em março do ano que vem.
Infantino, por enquanto, é o único candidato declarado ao pleito e busca seu terceiro mandato – portanto, o último, de acordo com o estatuto da Fifa. O canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, é um nome citado como possível rival.
A crise na Fifa pode ter implicações significativas para o futebol internacional, com a possibilidade de uma mudança de liderança afetando a direção da organização. A próxima eleição da Fifa será um momento crucial para o esporte, com a escolha do novo presidente podendo influenciar o futuro do futebol em todo o mundo.
Fonte: ge.globo
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