Leila Pereira impulsiona Palmeiras ao entrar no ranking de bilionários
A presidente do Verdão chega ao 81º lugar na lista geral da Forbes e se torna a 15ª mulher mais rica do Brasil.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, apareceu na lista dos 250 maiores bilionários do Brasil divulgada pela Forbes em 28 de agosto de 2026, ocupando a 81ª posição geral e a 15ª entre as mulheres, com uma fortuna estimada em R$ 4,9 bilhões. O fato destaca a crescente influência de executivos do futebol no cenário econômico nacional e coloca a dirigente como a principal referência financeira do clube. Sua presença no ranking tem repercussão imediata nos negócios e na imagem do Palmeiras, que busca consolidar-se como potência dentro e fora das quatro linhas.
A lista da Forbes baseia‑se em dados públicos, sobretudo ações negociadas em bolsa na data de fechamento de 30 de junho de 2026, e reconhece que ativos como imóveis, obras de arte ou embarcações podem estar subavaliados. No topo, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, detém R$ 162,9 bilhões, enquanto Vicky Sarfati Safra lidera as mulheres com R$ 130,6 bilhões. Leila Pereira subiu de 42ª posição no ano anterior, quando sua fortuna era de R$ 4,4 bilhões, refletindo um crescimento de cerca de 11 % em um ano.
A riqueza de Pereira provém da parceria empresarial com o marido, José Roberto Lamacchia, na controladora da financeira Crefisa, especializada em crédito pessoal para negativados. Além da Crefisa, o casal detém a Faculdade das Américas (FAM), fundada em 1998, e investe ativamente no futebol, sobretudo no Palmeiras, clube que presidem desde 2021. A Crefisa patrocinou o Verdão por uma década, mas encerrou a parceria ao final de 2024, mantendo, porém, participação societária significativa.
Sob a gestão de Leila, o Palmeiras registrou R$ 2,4 bilhões em receitas de vendas de atletas nos últimos cinco anos, com 27 negociações diretas que totalizaram 414 milhões de euros, sem contar percentuais de futuras transferências. Esse fluxo de caixa reforçou a capacidade do clube de investir em contratações, renovação de contratos e projetos de infraestrutura, como a modernização do centro de treinamento. O desempenho esportivo acompanha a estabilidade financeira: o Verdão segue na disputa do Brasileirão 2026, buscando consolidar posições de destaque na tabela.
O impacto da presença de Pereira no ranking vai além dos números; ela simboliza a ascensão de mulheres ao topo do mercado esportivo brasileiro, inspirando novas lideranças femininas. Financeiramente, sua fortuna oferece ao Palmeiras maior margem de negociação no mercado de transferências, permitindo retenções de talentos e aquisição de jogadores de perfil mais ambicioso. Contudo, a concentração de poder econômico em uma única figura também gera debates sobre governança e possíveis conflitos de interesse entre interesses pessoais e institucionais.
A retirada do patrocínio da Crefisa ao fim de 2024 reduziu uma fonte de receita direta, mas a solidez patrimonial de Pereira pode compensar eventuais lacunas, sobretudo ao atrair novos patrocinadores que veem no nome da presidente um selo de credibilidade. A subavaliação potencial de ativos privados, conforme alerta a Forbes, indica que seu verdadeiro poder aquisitivo pode ser ainda maior, o que pode fortalecer ainda mais a posição do Palmeiras nas negociações contratuais e nos acordos comerciais futuros.
Nos próximos dias, o Palmeiras encara o Mirassol no Brasileirão, partida que será observada de perto por Pereira e pela diretoria para avaliar o desempenho da equipe em meio à segunda metade da temporada. Qualquer anúncio de investimento ou mudança estratégica será analisado à luz da nova posição de Leila no ranking da Forbes, que deverá ser atualizada novamente em 2027. O futuro do Verdão, portanto, está intrinsecamente ligado à capacidade da presidente de transformar sua fortuna pessoal em alavanca de crescimento institucional.
Fonte: ge.globo
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.



