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Lucas Freitas rejeita ofertas e consolida vaga no Vasco

Zagueiro de 23 anos prefere o clube carioca e entra como titular na Sul-Americana contra o Santa Fe.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Lucas Freitas rejeita ofertas e consolida vaga no Vasco

Lucas Freitas optou por permanecer no Vasco, recusando sondagens de clubes como Rubin Kazan, OH Leuve e New York City, e garantiu a vaga de titular contra o Santa Fe na terça‑feira, partida decisiva da Sul‑Americana. A decisão chega num momento em que o clube carioca precisa de uma vitória simples para avançar às semifinais. O zagueiro, que completou 50 jogos pela camisa cruzmaltina, transforma a escolha pessoal em um ponto de inflexão para a campanha internacional.

Durante a janela de transferências de 2026, o ge apurou que o jovem de 23 anos recebeu propostas do Rubin Kazan (Rússia), OH Leuve (Bélgica) e New York City (EUA), além de contatos anteriores do Shandong Luneng (China) e Fenerbahçe (Turquia). Apesar do interesse, Lucas preferiu ficar, motivado pelo vínculo afetivo com o Vasco e pela confiança depositada por Pedro Emanuel. O clube, que ainda tem restrições de registro de estrangeiros, viu no zagueiro canhoto uma peça estratégica para equilibrar a defesa esquerda.

A primeira oportunidade como titular veio contra o Cruzeiro, quando Robert Renan cumpriu suspensão; Lucas não só atuou com segurança, como marcou um dos três gols da vitória por 3 a 1. Pedro Emanuel elogiou a preparação física, técnica e tática do defensor, destacando o “espírito melhorado” e a “solidariedade” dentro do grupo. Desde então, o jogador tem sido citado como exemplo de disciplina e prontidão, ganhando o respeito da comissão e da torcida.

Taticamente, Lucas Freitas complementa a dupla de esquerda formada por Robert Renan, oferecendo um perfil de zagueiro canhoto raro no mercado brasileiro. A estratégia de Pedro Emanuel tem priorizado a rotação e a competição interna, reforçada pela contratação de Gabriel Pereira para o lado direito, enquanto Cuesta e Saldivia permanecem como opções. Essa configuração permite ao treinador alternar blocos defensivos sem perder a identidade de jogo, algo essencial diante da carga de partidas nacionais e internacionais.

A recusa das propostas internacionais tem implicações financeiras para o Vasco: mantém um ativo valorizado e evita a perda de um jogador que ainda tem contrato longo. Além do aspecto econômico, a permanência de Lucas reforça a estabilidade defensiva, reduzindo a necessidade de contratações caras no segundo semestre. Para a torcida, a escolha representa um sinal de comprometimento, alimentando a esperança de que o clube possa disputar títulos com um elenco coeso.

Na Sul‑Americana, o Vasco chega ao confronto com o Santa Fe precisando apenas de um empate para avançar, mas a diretoria tem cobrado uma vitória simples para garantir a classificação sem depender de critérios de desempate. A presença de Lucas na linha de defesa pode ser decisiva contra o ataque colombiano, que tem explorado a lateral esquerda nas partidas anteriores. Se o Vasco avançar, a confiança depositada em Freitas poderá consolidar sua posição como titular definitivo, ao lado de Robert Renan, na reta final da competição.

O próximo passo do Vasco será a partida contra o Santa Fe, marcada para as 19h (horário de Brasília) em São Januário. Os observadores deverão acompanhar a organização defensiva de Lucas Freitas, sua capacidade de conduzir a bola e a interação com Renan nas transições. Um desempenho sólido abrirá caminho para a semifinal e poderá definir o futuro imediato do zagueiro no elenco, enquanto o mercado observa se outras propostas surgirão após a fase decisiva.

Fonte: ge.globo

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