Mancini traça novo esquema e aposta em novatos para estreia da Itália
Treinamento revela foco defensivo e integração de jovens enquanto lesões forçam ajustes de última hora.

Roberto Mancini comandou a primeira atividade oficial da Itália nesta segunda‑feira (21/09), delineando um esquema que prioriza a disciplina defensiva e a rotação de jovens talentos antes da estreia na Liga das Nações contra a Bélgica, na sexta‑feira (25/09). O treinador deixou claro que, apesar da necessidade de resultados imediatos, o objetivo é construir um coletivo capaz de avançar nos próximos quatro anos.
A seleção italiana chega ao torneio ainda carregando o peso da eliminação precoce na Copa do Mundo de 2022, a primeira ausência consecutiva em três edições. Mancini, que comandou a Azzurra entre 2018 e 2023, conquistou a Eurocopa de 2021 e manteve uma sequência histórica de 37 partidas sem derrota, mas agora enfrenta o desafio de reestruturar o elenco em meio a lesões e a uma agenda de grupos difíceis – Bélgica, Turquia e França compõem o Grupo A da Liga das Nações.
O treinamento de 21/09 foi dividido em duas fases: uma aula tática no auditório do centro de treinamento, onde Mancini expôs movimentos e posicionamentos, seguida por exercícios práticos em campo. Os auxiliares trabalharam a circulação de bola lateralmente, enquanto os jogadores foram submetidos a situações de jogo sem posse, forçando-os a manter a estrutura defensiva independentemente de quem estivesse em campo.
Lesões já começaram a moldar a escalação. Federico Dimarco, lateral esquerdo da Internazionale, está fora, abrindo caminho para Riccardo Calafiori, que deve assumir a posição. No banco, Honest Ahanor surge como alternativa. No meio‑campo, a ausência de Lorenzo Cristante foi suprida por Samuele Ricci, que ganha a primeira oportunidade sob o comando de Mancini.
A convocação também trouxe três novatos – Mohamed Ali Zoma, Issa Doumbia e Alessandro Romano – que recebem a chance de mostrar seu valor em um ambiente que busca ampliar o leque de opções. A presença desses jogadores indica a intenção de Mancini de criar um núcleo jovem que possa ser lapidado ao longo do ciclo de quatro anos, ao mesmo tempo em que oferece alternativas táticas ao técnico.
Do ponto de vista tático, o foco em deslocamentos defensivos sem a bola sugere uma transição para um 4‑3‑3 mais compacto, onde os laterais participam ativamente da marcação e o meio‑campo central atua como bloco de contenção. Essa abordagem pode ser crucial contra a Bélgica, que possui jogadores criativos como Kevin De Bruyne, exigindo que a Itália mantenha linhas baixas e transições rápidas para neutralizar a ameaça ofensiva.
A partida contra a Bélgica será o primeiro teste real das ideias de Mancini; um resultado positivo pode consolidar a confiança no novo grupo e definir a estratégia para os confrontos fora de casa contra Turquia e França. Se a Azzurra garantir os dois primeiros lugares no Grupo A, avançará direto às quartas‑de‑final, evitando o playoff de permanência. Mancini deixará o campo na sexta‑feira às 15h45 (horário de Brasília) com a missão de provar que a combinação de experiência e juventude pode devolver à Itália a competitividade internacional.
Fonte: Trivela
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