Lewis-Skelly recorre ao budismo para dominar a pressão antes da Inglaterra
O meio-campista do Arsenal usa respiração, atenção plena e diário para transformar ansiedade em foco competitivo.

Myles Lewis‑Skelly, de 19 anos, chegou ao Arsenal e à Seleção Inglesa carregando um arsenal mental: técnicas budistas de respiração, atenção plena e escrita em diário. A preparação mental será testada no duelo da Liga das Nações contra a Espanha, marcado para 26/09, partida que pode definir seu futuro na seleção. O jovem vê a prática como forma de transformar a ansiedade pré‑jogo em clareza tática.
O Arsenal vive uma fase de consolidação na Premier League, com Arteta buscando alternativas no meio‑campo após a saída de alguns titulares. Lewis‑Skelly, que começou como lateral‑esquerdo, foi reposicionado por Arteta para a posição de meio‑campo, exatamente como foi convocado por Thomas Tuchel para a Inglaterra. Seu último cap pela seleção foi contra a Letônia, em outubro de 2025, e agora ele tem a chance de reafirmar seu lugar.
A rotina do jogador inclui sessões de respiração profunda, playlists de música relaxante e conversas com colegas para “acalar o sistema nervoso”. Ele descreve o conceito budista da “mente de macaco”, que representa pensamentos inquietos saltando de um assunto ao outro, como a raiz de seu nervosismo. Reconhecer esses pensamentos, ao invés de ignorá‑los, permite que ele recupere a tranquilidade antes de a bola rolar.
O diário ocupa um papel central: “Escrever me ajuda a entender o que me traz alegria ou o que me tira a felicidade”, afirma Lewis‑Skelly, ecoando a prática de Mikel Arteta, que também utiliza o registro escrito como ferramenta de autoconhecimento. Essa escrita intencional cria um “músculo mental” que, segundo o jogador, precisa ser treinado com a mesma disciplina dos treinos físicos. O hábito visa identificar gatilhos emocionais que possam interferir nas decisões em campo.
A mudança de posição no Arsenal e a convocação para a Inglaterra surgiram após uma fase de destaque que quase lhe garantiu um lugar na Copa do Mundo, mas que acabou sendo frustrada. Excluído da lista final, Lewis‑Skelly voltou ao cenário internacional quase um ano depois, agora como meio‑campo, reforçando a ideia de que a versatilidade tática está atrelada ao seu preparo mental. Ele declara que, apesar da preferência pela posição, “nenhum jogador é maior que o objetivo da equipe”.
Do ponto de vista tático, a tranquilidade mental pode traduzir‑se em maior precisão nos passes curtos e em decisões mais rápidas na transição ofensiva, atributos que Arteta tem valorizado no Arsenal. Para a Inglaterra, a capacidade de manter a calma contra equipes como Espanha, República Tcheca (29/09) e Croácia (03/10) pode ser decisiva na luta por uma vaga nas eliminatórias. O caso de Lewis‑Skelly também reforça a crescente valorização da saúde psicológica no futebol de elite.
Nos próximos dias, a atenção se volta para a partida contra a Espanha, onde o desempenho de Lewis‑Skelly será analisado tanto pelos torcedores do Arsenal quanto pelos da Seleção. Observadores deverão notar sua postura em campo, a velocidade de decisão e a reação a situações de pressão. Caso a abordagem mental se mostre eficaz, pode inspirar outros jovens talentos a incorporar práticas semelhantes, ampliando o debate sobre bem‑estar no esporte.
Fonte: Trivela
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.





