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Torcedores excluem Ronaldo da equipe ideal de Portugal para estreia de Jorge Jesus

A votação revela um desejo de renovação na seleção ao iniciar a era do novo técnico.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Torcedores excluem Ronaldo da equipe ideal de Portugal para estreia de Jorge Jesus

A votação promovida pelo jornal A Bola, realizada na véspera da partida Portugal‑País de Gales pela Liga das Nações, resultou em uma equipe ideal que não inclui Cristiano Ronaldo, 41 anos, apesar de ele estar convocado para o confronto. O fato destaca a crescente insatisfação de parte da torcida com a dependência do atacante centenário e sinaliza expectativas diferentes para a primeira partida do novo técnico Jorge Jesus, que assumiu o cargo após a Copa do Mundo de 2026.

Jorge Jesus chegou à seleção portuguesa em setembro de 2026, substituindo Fernando Santos num momento em que o seleto "Ninho das Águias" ocupa a primeira posição do Grupo 2 da Liga das Nações, com duas vitórias e um empate nas três primeiras rodadas. A equipe busca garantir a classificação direta à final da competição, mas também precisa consolidar um estilo de jogo que se afaste do tradicional contra‑ataque baseado em Ronaldo, que tem sido o principal artilheiro histórico da seleção.

A enquete permitiu que os torcedores escolhessem, posição por posição, os jogadores que deveriam iniciar o primeiro compromisso de Jesus. Os eleitos foram: Diogo Costa; João Cancelo, Tomás Araújo, Rúben Dias e Nuno Mendes; Palhinha, João Neves e Vitinha; Bruno Fernandes, Gonçalo Ramos e João Félix. Cada nome foi escolhido por maioria clara, refletindo a preferência por um bloco defensivo jovem e por um meio‑campo criativo, enquanto o ataque foi preenchido por Ramos, ainda em fase de consolidação, e Félix, que tem se destacado nos últimos meses no Benfica.

Do ponto de vista tático, a seleção proposta privilegia a posse de bola e a construção a partir da defesa, algo que combina com o estilo de Jesus, conhecido por equipes compactas e de alta pressão. A ausência de Ronaldo implica que o treinador precisará confiar em Gonçalo Ramos como referência no ataque, exigindo que o meio‑campo de Bruno Fernandes e Vitinha crie oportunidades mais variadas, ao invés de depender de finalizações isoladas do capitão.

Além da dimensão tática, a exclusão de Ronaldo tem implicações simbólicas. O atacante, maior artilheiro da história da seleção, tem sido a cara da equipa nas duas últimas décadas; sua permanência no banco pode acelerar um processo de transição geracional, ao mesmo tempo em que abre espaço para negociações contratuais e decisões de marketing que antes giravam em torno da sua imagem. Para a torcida, a votação demonstra um desejo de ver novos talentos assumirem protagonismo, enquanto para a direção da Federação Portuguesa de Futebol, representa um alerta sobre a necessidade de planejar o futuro pós‑Ronaldo.

Jesus ainda não confirmou a escalação oficial para o duelo contra o País de Gales, mas a pressão popular e a necessidade de resultados na Liga das Nações sugerem que o técnico pode adotar, ao menos parcialmente, a formação sugerida pelos torcedores. Caso opte por incluir Ronaldo, será provável que ele entre como substituto, permitindo que Ramos e Félix testem a química ofensiva sem comprometer a estratégia defensiva.

O próximo passo da seleção será o confronto em Cardiff, marcado para 7 de outubro de 2026. Observadores deverão analisar se Jesus seguirá a linha de renovação apontada pela enquete ou se manterá Ronaldo como titular, decisão que poderá definir o rumo da campanha na Liga das Nações e influenciar a percepção pública sobre a nova era da seleção portuguesa.

Fonte: ge.globo

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