Myles Garrett passa por cirurgia e deixa Rams sem estrela da defesa por um mês
A lesão do defensor do ano compromete a linha defensiva dos Rams nas primeiras semanas cruciais da temporada 2026/27.

Myles Garrett, eleito defensor do ano e a maior contratação dos Los Angeles Rams para 2026, será submetido a cirurgia e ficará indisponível por no mínimo quatro semanas, conforme comunicado oficial da equipe. A lesão foi confirmada após a derrota de 7 a 27 para o San Francisco 49ers na estreia da temporada, quando o defensive end foi colocado na lista de machucados. O afastamento imediato coloca o Rams em desvantagem defensiva já nas primeiras rodadas.
Garrett chegou a Los Angeles em uma troca considerada “bombástica” entre os Rams e o Cleveland Browns, envolvendo múltiplas escolhas de draft e jogadores de linha ofensiva. Na temporada passada, ele registrou 12 sacks, 45 tackles e duas forçadas, consolidando-se como a principal ameaça ao quarterback adversário. Seu papel no esquema de Aaron Donald era criar pressão interior e liberar o veterano para atacar a linha de scrimmage, estratégia que o técnico Sean McVay valorizou ao montar o plano defensivo.
A ausência de Garrett coincide com um calendário desfavorável: o próximo confronto será contra o New York Giants na segunda‑feira de 21 de setembro, seguido por visitas ao Denver Broncos e Philadelphia Eagles, antes de receber o Buffalo Bills em casa. Caso a recuperação siga o prazo mínimo, o retorno está previsto para o duelo contra o Arizona Cardinals em 18 de outubro. Enquanto isso, Aaron Donald – ícone da defesa e recém‑retornado da aposentadoria – ainda não fez sua estreia, o que aumenta a pressão sobre a unidade defensiva.
Taticamente, a perda de Garrett reduz drasticamente a capacidade dos Rams de gerar pressão interior, obrigando o esquema a depender mais de blitzes de linebackers e de cobertura de zona para conter o ataque adversário. Sem a presença de um pass rusher de elite, a taxa de sack da equipe, que era de 2,3 por jogo nas duas primeiras partidas da temporada, pode cair significativamente, beneficiando quarterbacks como Daniel Jones e Justin Fields. A ausência também abre brechas na defesa contra corridas, onde o Rams já mostrava vulnerabilidade ao ser superado por 150 jardas terrestres contra os 49ers.
Financeiramente, a troca que trouxe Garrett custou aos Rams duas primeiras escolhas de draft e um contrato de quatro anos, cerca de US$ 120 milhões, o que eleva a pressão para justificar o investimento. A lesão precoce pode gerar discussões internas sobre a alocação de recursos, especialmente se a recuperação se estender além do previsto. O departamento de scouting já avaliou opções de reforço barato, como o defensive end emergente de Jacksonville, mas a janela de contratação é limitada até o prazo de 31 de outubro.
Nos próximos dias, a atenção dos torcedores se volta para a avaliação pós‑cirúrgica de Garrett e para a performance de Aaron Donald, que deve assumir a liderança da linha defensiva. O confronto contra o Giants será o primeiro teste da profundidade dos Rams sem seu principal pass rusher, enquanto a equipe monitora sinais de recuperação nos treinos. Se Garrett retornar contra o Cardinals, a defesa poderá recuperar parte da agressividade que faltou nas três primeiras partidas, mas a temporada ainda dependerá da capacidade de McVay adaptar o esquema e da saúde dos demais titulares.
Fonte: ge.globo
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