Neville denuncia atuação patética do United e alerta Carrick
O ex-jogador do Manchester United classificou os 15 minutos sem esforço contra o Fulham como os piores da sua vida.

Na quinta rodada da Premier League 2026/27, o Manchester United empatou em 1 a 1 com o Fulham no Craven Cottage, mas foi a reação de Gary Neville na Sky Sports que ganhou as manchetes: “Esses foram os piores 15 minutos que já vi o Manchester United jogar”, definiu a fase que, segundo o ex-lateral, foi “absolutamente patética”.
O resultado prolonga a sequência negativa dos Red Devils – quatro jogos sem vitória desde o início da temporada – e coloca pressão sobre o técnico Michael Carrick, que ainda busca seu primeiro triunfo como treinador principal após assumir o cargo no início de julho.
O episódio crítico começou aos 17 minutos do segundo tempo, quando um escanteio gerou a desatenção de Lisandro Martínez: Calvin Bassey desarmou na entrada da área, Senne Lammens devolveu a bola e o argentino acabou marcando contra o próprio gol, ampliando a sensação de passividade da equipe. Durante esse intervalo, o United mal criou oportunidades, limitando‑se a circulações curtas sem pressão efetiva.
A única resposta ofensiva chegou nos acréscimos, quando Matheus Cunha tentou um chute de fora da área; a bola desviou antes de cruzar a linha, completando o placar de 1 a 1. O gol foi precedido por duas bolas na trave e cinco defesas de Bernd Leno, que manteve o Fulham no jogo até o último minuto, enquanto Timothy Castagne também contribuiu com um rebote que quase resultou em gol.
Taticamente, a falta de intensidade de 15 minutos evidencia um problema estrutural no esquema de Carrick: a equipe parece recuar ao perder a bola, permitindo que o adversário domine a posse e crie espaços. A ausência de um bloqueio de pressão alta deixa o meio‑campo vulnerável, algo que já foi apontado pelos torcedores como sintoma da transição ainda incompleta do United para o estilo de jogo desejado.
Além do aspecto tático, a crítica de Neville tem implicações financeiras e de imagem. O United ainda não garantiu uma vaga nas competições europeias, e cada ponto perdido aumenta a pressão sobre a diretoria para justificar os investimentos recentes em contratações como Lisandro Martínez e Matheus Cunha. A insatisfação da torcida, alimentada por declarações como a de Neville, pode acelerar a avaliação de Carrick pelos dirigentes.
Com a pausa de três semanas imposta pelo calendário da FIFA, o United terá tempo para rever a preparação física e a estratégia de pressão antes de retomar a liga na segunda quinzena de outubro. O próximo confronto, contra o Newcastle United, será decisivo para medir se a equipe conseguirá transformar a crítica de Neville em um novo ímpeto competitivo.
Fonte: Trivela
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