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Palmeiras ajusta tática e alerta na altitude para segurar semifinal

Após o revés histórico contra a LDU em 2025, Abel Ferreira prepara o time para buscar o empate que garante a vaga na final da Libertadores 2026.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Palmeiras ajusta tática e alerta na altitude para segurar semifinal

Palmeiras entra em Quito nesta quarta-feira precisando apenas de um empate para avançar à final da Libertadores 2026, mas o técnico Abel Ferreira mantém o alerta após a derrota de 3 a 0 no primeiro tempo contra a mesma equipe na edição passada. O Verdão venceu o jogo de ida por 1 a 0 no Nubank Parque, o que lhe dá margem mínima, mas a altitude de 2.850 metros ainda representa um fator decisivo que a comissão técnica não pretende subestimar.

O confronto contra a LDU tem um peso extra: em 2025 o Palmeiras foi eliminado na semifinal ao sofrer três gols rápidos no primeiro tempo, apesar de ter revertido a situação no segundo tempo com chances que não se converteram. Na volta, o Verdão venceu por 4 a 0 em casa e avançou à final, mas o trauma da primeira partida ainda ecoa nas conversas de vestiário. Sob a gestão de Abel, o clube já havia vencido quatro dos cinco jogos disputados em altitude antes da derrota, demonstrando que o histórico não é desfavorável quando a estratégia correta é aplicada.

Para evitar repetir o erro de 2025, o elenco chegou a Quito dois dias antes da partida e realizou, na segunda‑feira, um treino leve focado na adaptação ao ar rarefeito. O objetivo, segundo o volante Bruno Fuchs, foi “ambientar o elenco aos movimentos da bola, que ganha mais velocidade no ar rarefeito, além das reações do próprio corpo, já que a falta de oxigênio aumenta o cansaço”. Essa preparação visa minimizar a fadiga e melhorar a precisão nos passes, aspectos críticos quando a pressão física costuma comprometer a qualidade técnica.

Taticamente, Abel Ferreira optou por um esquema mais cauteloso, priorizando a posse de bola e a circulação entre os jogadores experientes que já enfrentaram a altitude em 2021 contra o Independiente del Valle. A estratégia evita corridas excessivas que, em condições de baixa pressão de oxigênio, podem gerar perda de ritmo e vulnerabilidade defensiva. O técnico ainda reforçou que a equipe deve ser “inteligente” ao explorar a vantagem de um gol, mantendo a compactação defensiva e aguardando oportunidades de contra‑ataque.

A decisão de manter a pressão no primeiro tempo, porém sem sobrecarregar o físico, reflete a lição aprendida com o revés passado. Bruno Fuchs admitiu que “entramos muito desligados, tomamos três gols muito rápidos” no último confronto, e que “o primeiro tempo foi realmente muito ruim”. Assim, o Palmeiras pretende iniciar o jogo de forma equilibrada, buscando controlar o ritmo e impedir que a LDU imponha seu estilo agressivo nos primeiros minutos.

Financeiramente, garantir a final da Libertadores representa um salto de receita para o clube, com aumento significativo em direitos de transmissão, premiações da Conmebol e potencial de patrocínios. Além disso, a continuidade na competição reforça a marca Palmeiras no cenário sul‑americano, consolidando a imagem de clube que domina tanto em casa quanto em ambientes adversos.

Com o apito marcado para as 19h (horário de Brasília), o Palmeiras tem a missão de segurar o placar ou, no mínimo, marcar um gol que assegure o empate. Caso consiga, o Verdão avançará para a final, onde ainda não se conhece o adversário, mas a preparação já começa a se projetar para o duelo decisivo. O que os torcedores devem observar são a intensidade dos primeiros 30 minutos, a gestão da fadiga e a capacidade de manter a disciplina tática sob o peso da altitude.

Fonte: ge.globo

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