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Palmeiras vence Cerro Porteño e bate recorde de quartas na Libertadores

Gustavo Gómez marcou o gol que garantiu a classificação em partida sob chuva e com mais de 40 mil torcedores.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Palmeiras vence Cerro Porteño e bate recorde de quartas na Libertadores

No dia 20 de agosto de 2026, o Palmeiras superou o Cerro Porteño por 1 a 0 em partida decisiva das oitavas de final da Libertadores, realizada no estádio Nueva Olla, em Assunção. Sob forte chuva e diante de mais de 40 mil torcedores paraguaios, o gol de Gustavo Gómez garantiu a 14ª presença do clube nas quartas‑de‑final, um recorde entre as equipes brasileiras. O técnico Abel Ferreira destacou a necessidade de ser melhor que o adversário nos aspectos em que este se destaca, frase que se traduziu em disciplina tática e eficiência nos poucos lances criados.

A partida ocorria em um cenário de pressão: o Palmeiras precisava de uma vitória mínima após o empate sem gols na ida, conforme alertou Abel antes da viagem. O clube, que já acumula três títulos continentais, buscava reforçar sua trajetória rumo ao bicampeonato, enquanto o Cerro Porteño tentava surpreender com sua tradicional agressividade em casa. A presença massiva da torcida palmeirense, que ocupou a maior parte da arquibancada visitante, reforçou o clima de urgência e apoio ao elenco.

Abel Ferreira optou por uma formação de três zagueiros – Murilo, Gustavo Gómez e Barboza – e substituiu o suspenso Andreas Pereira por Lucas Evangelista no meio‑campo. O gol saiu aos 41 minutos: após escanteio cobrado por Arias, Gómez subiu livre e cabeceou firme, vencendo o goleiro Carlos Miguel. A chuva dificultou a saída de bola, mas a organização defensiva permitiu ao Palmeiras conter as investidas do Cerro, que pressionava intensamente pelos flancos.

No segundo tempo, o técnico manteve a ênfase física, introduzindo Fuchs no lugar de Murilo, Giay substituindo Allan e Emiliano Martínez entrando por Evangelista. Vitor Roque, que havia tentado um chute perigoso, foi trocado por Mauricio para preservar a energia no lado esquerdo. As últimas investidas paraguaias, com Jonatan Torres e Vegetti, foram neutralizadas por defesas decisivas de Carlos Miguel, que ainda carregava o peso de falhas recentes nas partidas contra Atlético‑MG e no confronto de ida.

A vitória evidencia a identidade tática que Abel tem cultivado: pressão coordenada, uso de transições rápidas e um bloco defensivo sólido que transforma contra‑ataques em oportunidades de gol. O gol de cabeça de Gómez, proveniente de bola parada, reflete a preparação em situações estáticas, aspecto que tem sido crucial nas campanhas libertadoras do Palmeiras. Ao alcançar as quartas pela 14ª vez, o clube não só consolida seu status de maior representante brasileiro no torneio, como também eleva a confiança da equipe para os próximos desafios.

Do ponto de vista financeiro e de marketing, avançar na fase decisiva aumenta significativamente a receita de premiação e atrai patrocínios adicionais, sobretudo em um mercado sul‑americano ainda sedento por performances de clubes de elite. A presença de mais de 40 mil torcedores estrangeiros demonstra a força da marca Palmeiras fora do Brasil, reforçando sua capacidade de mobilizar a torcida em territórios competitivos como o Paraguai.

Com a classificação garantida, o Palmeiras aguarda o sorteio das quartas‑de‑final, que definirá o próximo adversário entre os vencedores dos confrontos restantes. Abel Ferreira já sinaliza a continuidade da estratégia física‑técnica, mas admite que ajustes poderão ser necessários dependendo do estilo do próximo rival. Torcedores e analistas deverão observar a evolução de Lucas Evangelista no meio‑campo e a capacidade de Gómez de ser referência ofensiva em bolas paradas, elementos que podem ser decisivos nas próximas duas partidas.

Fonte: ge.globo

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