Remo perde para Coritiba e aprende que eficiência supera volume
A derrota por 3 a 2 revela que a quantidade de finalizações não compensa a falta de precisão.

Na 25ª rodada do Brasileirão, o Remo foi derrotado por 3 a 2 pelo Coritiba no Estádio Mangueirão, apesar de ter registrado 32 finalizações – 21 a mais que o adversário – e ter liderado a partida ao virar o placar para 2 a 1. O resultado, divulgado em 01/09/2026, devolve o Leão à zona de rebaixamento, colocando em risco a permanência na Série A. O próprio Yago Pikachu reconheceu que, embora fosse o melhor jogo do time até então, a falta de eficiência acabou custando a vitória.
O confronto chegou num momento crítico: o Remo, que havia escapado momentaneamente da zona de queda ao abrir 2 a 1, precisava consolidar os três pontos para afastar o espectro do Z‑4. Já o Coritiba, embora não lutando por posições de ponta, buscava garantir a estabilidade fora da zona de risco. Ambas as equipes registraram baixos índices de posse, mas o Leão foi o que mais assumiu a bola, refletindo a estratégia de Condé de pressionar o adversário.
O volume de ações do Remo ficou evidente nos números: 32 finalizações, 15 no primeiro tempo, e 26 toques de bola de Galeano, que estreou como titular pela direita. Apesar da frequência, a qualidade foi escassa – Galeano chutou quatro vezes sem marcar, e Zé Welison acabou marcando contra ao desviar um escanteio. A tentativa de pênalti de Yago Pikachu, que precisou de duas cobranças para bater, também ilustra a falta de capricho nas oportunidades criadas.
Do lado coritiba, a eficiência foi a palavra‑chave. Pedro Rocha, ex‑azulino, abriu o placar ao receber um cruzamento de Fabinho, que finalizou com precisão dentro da área. Zé Ricardo ampliou o resultado com um golaço aos 15 minutos do segundo tempo, e o terceiro tanto veio de um contra‑ataque de Sebas Gómez, que serviu Pedro Rocha para o gol decisivo. O goleiro Morisco fez apenas uma defesa, reforçando a ideia de que poucos disparos foram suficientes para garantir a vitória.
Taticamente, o jogo expôs a vulnerabilidade do modelo de volume do Remo. A pressão alta gerou espaço, mas a falta de seleção de finalizações resultou em chutes de má qualidade, como o de Alef Manga que tentou de fora do ângulo. O Coritiba, por sua vez, adotou transição rápida e aproveitou as falhas defensivas, mostrando que a conversão de chances é mais decisiva que a quantidade. A lição para Condé é repensar a construção de jogadas, priorizando a penetração pela esquerda e a finalização dentro da área.
Na tabela, a derrota mantém o Remo com 28 pontos, ainda três acima da zona de descenso, mas com poucos jogos restantes para garantir a segurança. O revés também pesa no orçamento do clube, já que a permanência na Série A garante receitas de TV e patrocínio essenciais para a manutenção. Para a torcida, a frustração se mistura à esperança de que o aprendizado sobre eficiência seja aplicado nos próximos confrontos, sobretudo contra o Flamengo, próximo adversário direto na luta contra o Z‑4.
O próximo desafio do Remo será contra o Flamengo, em casa, no fim de semana que vem. O técnico Condé deverá ajustar a política de finalizações, talvez reduzindo o número de disparos e trabalhando a precisão nas bolas paradas. Observadores apontam que a performance contra o Coritiba pode ser o ponto de inflexão da temporada, caso o Leão consiga transformar volume em qualidade e sair da zona de risco.
Fonte: ge.globo
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