Santos empata sem gols e expõe ataque enquanto Oliva brilha
Mesmo com postura mais competitiva, o Peixe não converteu volume em chances contra o Palmeiras.

Na noite de 3 de setembro de 2026, o Santos saiu de Vila Belmiro com um empate sem gols contra o Palmeiras, um resultado que evidencia a dificuldade do Peixe em transformar domínio em gols e coloca pressão sobre o técnico Cuca, que ainda busca respostas para a falta de efetividade ofensiva.
O confronto ocorreu em um momento crítico: o Santos tenta se afastar da zona de rebaixamento, enquanto o Palmeiras consolida a liderança do Brasileirão e mira o título. As ausências de Neymar, Barreal e Lucas Veríssimo, confirmadas por lesões, limitaram as opções de Cuca tanto na criação quanto na solidez defensiva.
Defensivamente, o Santos mostrou resistência. Gabriel Brazão teve pouco trabalho, mas Lucas Veríssimo garantiu segurança nos duelos e chegou a criar uma oportunidade dentro da área antes de ser substituído por dores no tornozelo. Luan Peres, ainda que tímido no início, firmou a retaguarda na segunda metade do primeiro tempo, enquanto Escobar foi restringido por cartão amarelo e Igor saiu no intervalo.
No meio-campo, o uruguaio Christian Oliva foi o principal destaque, atuando com intensidade na marcação, interrompendo transições palmeirenses e, após a recolocação de Willian Arão na defesa, assumindo praticamente a função de volante único. Gabriel Bontempo, apesar de acionado, não conseguiu ser associativo, e Barreal, antes de ser substituído por dores na coxa esquerda, não atingiu o nível técnico esperado.
O setor ofensivo, porém, foi pouco produtivo. Neymar, o jogador mais acionado no primeiro tempo, sofreu faltas e tentou acelerar as jogadas, mas saiu lesionado com dores na coxa direita. Gabigol recebeu a melhor chance do Santos no segundo tempo, mas desperdiçou ao chutar para fora da área, e o conjunto de ataque não conseguiu criar oportunidades claras.
Taticamente, a partida revelou o dilema de Cuca: um meio-campo que consegue organizar, mas que não entrega passes decisivos ao ataque, aliado a um setor ofensivo fragilizado por lesões. Financeiramente, a ausência de Neymar e a falta de gols comprometem a venda de produtos e a atratividade de patrocinadores, enquanto o empate deixa o Santos sem os três pontos que poderiam aliviar a luta contra o rebaixamento.
O próximo compromisso do Santos será contra o Atlético-MG, no dia 10 de setembro, em casa. Para avançar, Cuca precisará encontrar alternativas para suprir a falta de Neymar, melhorar a ligação entre o meio-campo e o ataque e garantir que jogadores como Oliva continuem a oferecer o equilíbrio defensivo que tem sido o ponto forte da equipe.
Fonte: Gazeta Esportiva
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