Scaloni aposta em Santiago Simón e desafia Giay na lateral direita
A convocação para a janela FIFA coloca o ex‑meio‑campista do River como concorrente direto de Agustín Giay

Santiago Simón foi chamado por Lionel Scaloni para a janela FIFA entre 30 de setembro e 6 de outubro, podendo estrear pela seleção argentina e ameaçar a posição de Agustín Giay, do Palmeiras, na lateral‑direita. A convocação chega num momento em que a Albiceleste busca alternativas para suprir a ausência de Gonzalo Montiel e Nahuel Molina. Simón, de 24 anos, tem a oportunidade de transformar uma convocação de 2021 em sua primeira aparição oficial.
A Argentina enfrenta uma lacuna defensiva no lado direito, já que Montiel e Molina permanecem indisponíveis por lesão. O calendário inclui amistosos contra Bolívia, Burkina Faso e Benin, jogos que servirão de laboratório para avaliar novas opções. A última vez que Simón esteve no grupo foi em 2021, quando ainda vestia a camisa do River Plate, mas não chegou a entrar em campo.
A transição de Simón de meio‑campo para lateral‑direito começou no River, onde atuou em 145 partidas, mas foi utilizado na posição de forma esporádica sob Martín Demichelis, sobretudo durante a fase de baixa de Andrés Herrera. Ao chegar ao Toluca em agosto do ano passado, Antonio Mohamed o transformou em titular absoluto na defesa direita, consolidando a mudança de função. Desde então, o argentino acumula quatro títulos no futebol mexicano, demonstrando consistência e adaptação ao novo papel.
Agustín Giay, de 22 anos, chegou ao Palmeiras em 2023 e foi convocado novamente após ficar fora da Copa do Mundo, indicando que Scaloni ainda vê potencial no jovem. Giay tem experiência como lateral‑direito e como ala, oferecendo versatilidade ao técnico argentino. A presença de Giay no grupo reforça a competição interna, já que ambos os jogadores disputarão minutos nos amistosos sem Montiel e Molina.
Taticamente, Simón traz ao lado direito uma pegada ofensiva herdada de sua formação no meio‑campo, com maior capacidade de infiltração e apoio ao ataque, algo que pode ampliar a amplitude do 4‑3‑3 de Scaloni. Giay, por sua vez, oferece maior solidez defensiva e experiência em competições sul‑americanas, equilibrando a necessidade de segurança e criatividade. A escolha entre os dois dependerá do plano de jogo adotado contra adversários de diferentes perfis, como a pressão física da Bolívia e a velocidade de Burkina Faso.
A inclusão de Simón também tem repercussões fora dos campos: seu destaque no Toluca pode atrair olhares de clubes europeus, valorizando ainda mais o mercado argentino. Para Giay, a disputa representa uma chance de consolidar seu nome no cenário internacional e, possivelmente, abrir portas para uma transferência ao exterior. Para Scaloni, a situação evidencia a busca por renovação na lateral‑direita, essencial para manter a competitividade da Albiceleste após a Copa do Mundo.
Nos próximos dias, a Argentina enfrentará Bolívia em Córdoba (30/09), Burkina Faso (03/10) e Benin (06/10) nos estádios Mario Alberto Kempes e Monumental. Os torcedores deverão observar quem inicia a partida, como cada jogador se adapta ao ritmo da seleção e se a versatilidade de Simón será suficiente para garantir-lhe um lugar permanente. O desempenho nos três amistosos definirá se a aposta de Scaloni será um ponto de virada ou se Giay retomará a preferência.
Fonte: Trivela
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