Textor condenado a pagar R$ 500 milhões
Decisão da Justiça inglesa pode afetar futuro do Botafogo

A Corte Comercial da Inglaterra condenou John Textor, ex-dono do Botafogo, a pagar US$ 99,6 milhões (R$ 503 milhões na cotação atual) ao fundo Iconic Sports Management. A decisão é resultado de uma ação movida pelo fundo, que cobra valores referentes à participação na Eagle Football, empresa que tinha o Botafogo entre os clubes de sua rede.
O processo começou em 2022, quando a Iconic comprou 15,7% das ações da Eagle Football por US$ 75 milhões. No entanto, o contrato estabelecia que Textor deveria recomprar a participação caso a Eagle não fosse listada na bolsa de valores, o que não ocorreu. A Iconic cobra o valor investido acrescido de juros anuais de 11%, totalizando o valor da ação.
A decisão da Justiça inglesa é mais um capítulo na disputa entre Textor e a Iconic. Em outubro de 2025, a Justiça da Inglaterra decidiu contra Textor e rejeitou a tentativa do americano de encerrar o processo de forma antecipada. No entanto, a Corte de Apelação decidiu que Textor poderia recorrer do veredito anterior. Textor recorreu novamente, mas teve o recurso negado em janeiro deste ano.
A Iconic comemorou a decisão, afirmando que 'os argumentos do sr. Textor têm sido sistematicamente rejeitados em todos os tribunais e jurisdições em que foram apresentados'. Já Textor afirmou que a decisão foi 'baseada em defesas que já haviam sido retiradas' e que 'não deve ser considerada definitiva'.
A condenação pode ter implicações significativas para o futuro do Botafogo. O clube está atualmente negociando com o fundo GDA para uma possível venda, mas a decisão da Justiça inglesa pode afetar a capacidade de Textor de influenciar o processo. Além disso, a condenação pode ter impacto financeiro no clube, caso Textor seja obrigado a pagar a quantia determinada pela Justiça.
O próximo passo será aguardar a decisão de Textor sobre se irá recorrer da decisão. Caso decida recorrer, o processo pode se estender por mais tempo, mantendo a incerteza sobre o futuro do Botafogo. Enquanto isso, o clube continua a lutar para se desvincular do antigo dono da SAF e alinhar a venda para o fundo GDA.
Fonte: ge.globo
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