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Inglaterra perde cinco titulares antes de jogão contra a Espanha

Lesões de Livramento, Mainoo, Rice, Rashford e Palmer deixam Thomas Tuchel sem opções de ponta para o duelo em Wembley.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Inglaterra perde cinco titulares antes de jogão contra a Espanha

A seleção inglesa chegou ao sábado sem cinco dos nomes que compunham a espinha dorsal da campanha da Copa do Mundo, com Cole Palmer, Marcus Rashford, Declan Rice, Conor Mainoo e João Livramento oficialmente afastados por lesão. O técnico Thomas Tuchel terá de montar a equipe para o primeiro confronto da Liga das Nações 2026/27 contra a Espanha, atual campeã mundial, em Wembley. A ausência desses jogadores reduz drasticamente a margem de manobra do treinador em um duelo que pode definir a liderança do Grupo B.

A Inglaterra encerrou a Copa do Mundo com vitória por 6 a 4 sobre a França, conquistando o terceiro lugar em uma partida que registrou dez gols – a mais movimentada desde 1982. Agora, na Liga das Nações, o trio de jogos contra Espanha, República Checa e Croácia compõe um calendário apertado, com a primeira partida marcada para 28 de setembro de 2026. O torneio serve tanto como teste de profundidade quanto como oportunidade de consolidar a nova geração que Tuchel vem integrando ao elenco.

Os cinco cortados são: João Livramento, lateral‑direito do Southampton; Conor Mainoo, volante do Brighton; Declan Rice, capitão adjunto do Arsenal e pilar do meio‑campo; Marcus Rashford, atacante do Manchester United; e Cole Palmer, atacante do Chelsea, que já havia sido excluído da lista da Copa do Mundo. Em substituição, Tuchel convocou James Garner, do Everton, e Morgan Gibbs‑White, do Nottingham Forest, ambos para reforçar o meio‑campo e oferecer opções ofensivas. A escolha de Garner, que tem 20 minutos médios por partida na Premier League, sinaliza a necessidade de um perfil mais físico contra a pressão espanhola.

Taticamente, a perda de Livramento elimina a alternativa de sobreposição no flanco direito, obrigando Tuchel a recorrer a Kieran Trippier ou a um esquema de três zagueiros. No centro, a ausência de Rice e Mainoo deixa um vazio de experiência e capacidade de transição, reduzindo a eficácia da zona de contenção que o inglês costuma aplicar. Sem Rashford e Palmer, a Inglaterra perde dois dos principais criadores de chance, o que pode forçar uma dependência maior de Bukayo Saka e Phil Foden para gerar o ataque, possivelmente com um 4‑3‑3 mais compacto.

Do ponto de vista dos clubes, a retirada de jogadores ainda em recuperação pode aliviar a carga de partidas da Premier League, mas também retira a visibilidade de talentos como Garner e Gibbs‑White, que agora terão a oportunidade de brilhar em palco internacional. O Everton e o Nottingham Forest podem ganhar destaque caso seus atletas se firmem como titulares, o que pode influenciar futuras negociações de mercado. Para o Arsenal, a ausência de Rice – vice‑capitão e líder dentro de campo – representa um revés na continuidade do estilo de posse que o clube tem cultivado nas últimas temporadas.

A Espanha chega ao duelo com um elenco que combina a experiência de Luka Modrić e a velocidade de Ansu Fati, além de um meio‑campo que controla a posse e pressiona alto. Tuchel precisará montar uma estratégia que explore a vulnerabilidade dos laterais espanhóis, possivelmente usando a velocidade de Saka nas diagonais. A partida será também um teste de resistência psicológica, já que a Inglaterra ainda sente o peso da derrota por 6‑4 contra a França na fase de terceiros lugares da Copa.

Com o relógio correndo, a Inglaterra tem ainda a partida contra a República Checa em 29 de setembro, seguida da Croácia em 3 de outubro e um novo confronto com a Checa em 6 de outubro. O desempenho contra a Espanha será decisivo para definir se Tuchel conseguirá manter a Inglaterra na briga pelo título da Liga das Nações ou se terá que recalibrar a estratégia nas próximas datas. Os torcedores deverão observar a integração de Garner e Gibbs‑White, bem como a adaptação tática de Trippier ou de um possível trio de zagueiros, para avaliar a profundidade do elenco inglês.

Fonte: ge.globo

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