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VAR explode no Brasileirão 2025 e reescreve a tabela de classificação

Recorde de 192 intervenções em campo eleva o debate sobre a tecnologia no futebol brasileiro.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
VAR explode no Brasileirão 2025 e reescreve a tabela de classificação

A 26ª rodada do Brasileirão 2025 trouxe o número mais alto de intervenções do VAR na história da competição: 192 decisões alteradas, o que equivale a quase cinco mudanças por rodada, segundo o levantamento oficial da CBF. O volume de revisões tem repercussão direta nos placares, nas pontuações e no clima nos estádios, transformando cada lance em potencial ponto de virada.

Desde a sua implantação em 2019, o VAR tem evoluído em número de revisões, mas o salto registrado em 2025 supera a edição anterior, que ainda detinha o recorde. Em um campeonato de 38 rodadas, a média de cinco intervenções por rodada representa um aumento de cerca de 30% em relação à temporada de 2024, sinalizando que árbitros e equipes estão cada vez mais dependentes da tecnologia para validar gols, pênaltis e cartões.

Os casos mais emblemáticos incluem o gol anulado de Corinthians contra Chapecoense (1 x 2, 26ª rodada), o cartão vermelho de Internacional contra Santos (2 x 3, 26ª rodada) e o pênalti marcado a favor do Cruzeiro contra Athletico‑PR (3 x 1, 26ª rodada). Em outras partidas, como Mirassol 1 x 2 Palmeiras (25ª rodada) e Flamengo 3 x 0 Botafogo (25ª rodada), o VAR anulou pênaltis e gols, alterando o saldo de gols e, consequentemente, a diferença de pontos das equipes envolvidas.

Essas intervenções têm efeito cascata nas estratégias táticas: treinadores agora ajustam a postura ofensiva nos últimos minutos, temendo que um gol possa ser revertido. Além disso, a variação de pontos causada por decisões anuladas ou confirmadas pode mudar a classificação de clubes que disputam vagas na Libertadores, como Chapecoense e Palmeiras, ou a luta contra o rebaixamento, como Atlético‑PR e Remo.

A página que compila os lances não avalia se o árbitro acertou ou errou após a consulta ao VAR, evitando termos como “benefício” ou “prejuízo”. Essa postura objetiva, porém, deixa torcedores e analistas sem uma métrica clara de qualidade das intervenções, alimentando críticas de que a tecnologia ainda carece de transparência e padronização nas decisões.

Financeiramente, o aumento de revisões eleva o custo operacional da CBF – mais equipes técnicas, treinamentos e equipamentos são necessários. Por outro lado, a exposição de vídeos de cada decisão nas plataformas digitais gera maior engajamento nas redes, o que pode ser convertido em receita publicitária, mas também intensifica a pressão sobre árbitros e dirigentes.

O próximo desafio será a 27ª rodada, onde clubes como Flamengo, São Paulo e Grêmio já sinalizaram preocupação com a frequência de pênaltis anulados. A CBF prometeu analisar os dados coletados e considerar ajustes nas orientações de uso do VAR, enquanto a torcida aguarda respostas que reduzam a sensação de injustiça nos estádios.

Fonte: ge.globo

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