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Vasco tem diretoria denunciada ao STJD após tumulto com arbitragem

Incidente no intervalo da vitória por 1 a 0 sobre o Vitória pode custar pontos e multas ao clube.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Vasco tem diretoria denunciada ao STJD após tumulto com arbitragem

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recebeu denúncia formal contra o Vasco e cinco de seus funcionários após a confusão com a arbitragem no intervalo da partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, vencida por 1 a 0 sobre o Vitória em 28 de agosto de 2026. A medida, baseada na súmula assinada pelo árbitro Matheus Delgado Candançan, coloca em risco a continuidade da campanha vascaína no torneio. O incidente ocorreu em São Januário, palco de um confronto já marcado por tensão.

A partida representava o primeiro passo de Vasco rumo à semifinal, com a equipe buscando consolidar a vantagem diante de um adversário que tem sido firme na competição. O clube, que atravessa um período de reestruturação administrativa e financeira, viu seu público cair ao menor número de torcedores da edição, segundo dados da CBF. A vitória de 1 a 0, porém, mantinha viva a esperança de avançar, mas o clima no estádio deteriorou-se rapidamente após a expulsão do volante Cauan Barros.

Segundo a súmula, a expulsão de Barros no primeiro tempo desencadeou uma série de comportamentos considerados antidesportivos: Daniel Felix, coordenador de performance, abordou a equipe de arbitragem de forma “grosseira e ofensiva”; um segurança do clube avançou em direção aos árbitros proferindo xingamentos; e Felipe Loureiro, diretor, Admar Lopes, diretor de futebol, e o preparador de goleiros Nelcírio Franchin também tentaram se aproximar, sendo contidos pela polícia. Franchin teria ainda tentado desferir um soco contra o quarto árbitro, enquanto torcedores lançaram copos com líquidos e pedras de gelo ao retorno dos árbitros ao campo para o segundo tempo.

A denúncia enquadra Barros no artigo 78 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por expulsão, enquanto o Vasco responde pelos incisos I e III do artigo 213, que tratam de desordem e lançamento de objetos. Felipe Loureiro, Daniel Felix e Admar Lopes foram citados no artigo 258, § 2º, II, por conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva, e Nelcírio Franchin ainda incorre no artigo 254‑A, § 3º, por agressão contra a arbitragem. Essas tipificações preveem multas, suspensão de dirigentes e, em casos extremos, perda de pontos ou até a exclusão da competição.

A repercussão pode ser decisiva para o Vasco: uma multa pesada ou a suspensão de dirigentes pode comprometer a já delicada estrutura administrativa, enquanto a perda de pontos na Copa do Brasil inviabilizaria a classificação para a semifinal. Além do aspecto financeiro, o clube corre risco de sofrer sanções ao estádio, o que poderia limitar a receita de bilheteria nas próximas partidas. Historicamente, o Vasco já enfrentou punições disciplinares que afetaram seu desempenho, e a recorrência de incidentes pode aprofundar a crise de imagem perante torcedores e patrocinadores.

O STJD deve julgar o caso nas próximas semanas, com audiência prevista antes do segundo jogo da partida, marcado para 4 de setembro de 2026, também em São Januário. Enquanto isso, a diretoria tem buscado minimizar os danos, alegando que os responsáveis foram contidos e que medidas internas foram adotadas. O que os torcedores e analistas observarão é se o clube conseguirá manter a vantagem no placar e evitar a suspensão de seus dirigentes antes de um confronto decisivo.

Fonte: ge.globo

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