Vasco tenta suspender intervenção
Clube protocola agravo de instrumento para tentar suspensão imediata dos efeitos da decisão que afastou Pedrinho do comando da SAF

Uma semana após a renúncia de Samantha Mendes Longo do cargo de interventora da SAF do Vasco, o clube protocolou um agravo de instrumento para tentar suspensão imediata dos efeitos da decisão que afastou Pedrinho do comando da SAF. O pedido é fundamentado no relatório feito pela própria interventora, que identificou uma 'estrutura de gestão adequada para a condução da Companhia', apenas com falhas pontuais na governança.
O contexto é de grande instabilidade para o Vasco, que opera com orçamento curto e trabalha com urgência para resolver a crise judicial. A venda da SAF para Marcos Lamacchia é uma das principais negociações comprometidas pela intervenção. Além disso, o clube está sem treinador e tem apenas alguns dias para se preparar para o retorno do Brasileirão, que acontecerá no dia 16 de julho.
A defesa do Vasco afirma que a intervenção inviabilizou o funcionamento do Conselho de Administração, que restou com apenas um membro em exercício, Alexandre Cordeiro, VP de Relações Institucionais do Vasco. O clube alega que a medida também dificultou o processo de conclusão da venda da SAF e comprometeu negociações importantes em meio à janela de transferências.
A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, que havia nomeado a intervenção na SAF, declarou-se suspeita para seguir a condução do processo. Em seguida, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira também declarou-se impedido para julgar o caso. O processo será encaminhado para a 6ª Vara Empresarial, que passará a decidir os próximos passos da ação.
O Conselho de Beneméritos do Vasco convocou uma reunião com a diretoria administrativa para prestar esclarecimentos sobre a situação jurídica do clube. O Presidente do Conselho garantiu que o encontro terminou em uma 'união institucional', mas também com um pedido por transparência na venda do futebol do clube.
A venda de Gabriel Pec para o Cruzeiro, que deve render cerca de R$ 63 milhões ao Vasco, é uma das principais esperanças do clube para aliviar o caixa. No entanto, a instabilidade judicial pode comprometer a negociação e atrasar a receita.
O desfecho da crise judicial é incerto, mas o Vasco precisa resolver a situação o mais rápido possível para evitar mais prejuízos. O clube precisa de estabilidade para se preparar para o retorno do Brasileirão e para concluir as negociações importantes em meio à janela de transferências.
Fonte: ge.globo
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