Brasil lidera 2-0 na Copa Davis após viradas de Fonseca e Heide
João Fonseca venceu em sacrifício e Gustavo Heide derrotou o veterano Wawrinka, colocando o Brasil perto da elite mundial.

O Brasil abriu 2 a 0 vantagem sobre a Suíça na Copa Davis, após as vitórias de João Fonseca e Gustavo Heide no Estádio Olímpico João Havelange, no Rio de Janeiro, em 18 de setembro de 2026, e agora controla o duelo que decidirá a classificação ao Grupo Mundial em 2027.
A competição, disputada em melhor de cinco partidas, começa com um jogo de duplas, seguido por dois simples; o Brasil precisava vencer os dois primeiros confrontos para garantir a supremacia antes da partida de duplas, que será decisiva para selar o 2‑0 já assegurado.
Fonseca, de 20 anos, retornava de lesão abdominal que o afastou do Masters 1000 de Cincinnati e o impediu de disputar o US Open; apesar de estar longe da forma ideal – ele próprio admitiu não estar 100% – venceu Dominic Stricker (24, ranking 262) por 4‑6, 6‑3 e 6‑2, demonstrando superioridade técnica na segunda metade do segundo set.
Gustavo Heide, 24 anos e rankeado 123º, enfrentou o experiente suíço Stanislas Wawrinka, 41, atual 134º e três vezes campeão de Grand Slam; após perder o primeiro set 4‑6, virou o empate no tie‑break do segundo (7‑6 (7‑4)) e consolidou a vitória no terceiro set 6‑4, num duelo de duas horas e trinta‑e‑oito minutos.
As duas vitórias reforçam a profundidade do elenco brasileiro, que conta com jovens em ascensão e a liderança de Gustavo Kuerten na bancada; ao garantir o 2‑0, o Brasil avança com amplo favoritismo para a partida de duplas, onde Orlando Luz (22) e Rafael Matos (28) chegam em excelente fase no circuito ATP.
No sábado, 19 de setembro, a partida de duplas será disputada às 14h, transmitida pela CazéTV; Luz/Matos enfrentam Jakub Paul e Dominic Stricker, e um triunfo selará a classificação do Brasil ao Grupo Mundial, permitindo que a seleção jogue a primeira divisão do torneio entre nações a partir de 2027.
Além do impacto imediato na tabela da Copa Davis, os resultados elevam a confiança dos jovens atletas, potencialmente impulsionando suas posições no ranking ATP e atraindo patrocínios; a presença de Kuerten como mentor também sinaliza um renovado investimento no tênis brasileiro, que busca retomar a elite mundial.
Fonte: Folha Esporte
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