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Brasil Perde por Falta de Planejamento

Análise da derrota para a Noruega e do ciclo de Carlo Ancelotti

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Brasil Perde por Falta de Planejamento

A derrota do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo de 2026 é mais um exemplo de como o país confunde talento com método e improviso com identidade. Segundo o jornalista Leonardo Miranda, especialista em tática e estudo do futebol, a confusão histórica entre esses conceitos é a razão principal para as derrotas da seleção.

O Brasil nunca foi campeão do mundo após um ciclo longo, linear e planejado. Todos os cinco títulos vieram depois de mudanças importantes às vésperas da Copa, com treinadores assumindo a seleção poucos meses antes do torneio e remodelando a equipe em pouco tempo, como foi o caso de Vicente Feola em 1958, Aymoré Moreira em 1962, Zagallo em 1970, Carlos Alberto Parreira em 1994 e Luiz Felipe Scolari em 2002.

A identidade do futebol brasileiro nunca foi método, mas sim consequência de um país que produziu mais jogadores de alto nível do que qualquer outro país na história, graças ao futebol de rua jogado em campos de terra e areia, com traves e chuteiras improvisadas. O trabalho do treinador era organizar o talento com um volante mais marcador ou compensações, como Zagallo voltando para marcar em 1958 e 1962.

No entanto, as coisas começaram a mudar em 1990, com a queda do Muro de Berlim, a Lei Bosman e a globalização do futebol. O Brasil não acompanhou essa revolução científica e econômica, e agora paga o preço por não ter investido em uma estrutura de formação de base e em um planejamento de longo prazo.

A derrota para a Noruega é um exemplo de como a falta de identidade e planejamento pode levar a consequências negativas. O Brasil teve apenas 36% de posse de bola contra a Noruega, e a escolha de Carlo Ancelotti como treinador não foi suficiente para mudar a história.

O que vem a seguir para a seleção brasileira? Será que o país conseguirá aprender com os erros do passado e investir em um planejamento de longo prazo? A resposta só virá com o tempo, mas uma coisa é certa: a falta de identidade e planejamento não pode continuar a ser a regra no futebol brasileiro.

Fonte: ge.globo

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