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Brasil precisa de partida no Nordeste para impulsionar o feminino

A ausência da Seleção na fase de grupos do Mundial 2027 pode frear a explosão de público que já se mostrou no Nordeste.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Brasil precisa de partida no Nordeste para impulsionar o feminino

A FIFA divulgou, nesta quinta‑feira (20/07/2026), a programação da Copa do Mundo Feminina 2027 e a seleção brasileira não tem nenhum confronto na fase de grupos nos estados do Nordeste, fato que levanta dúvidas sobre a estratégia de expansão do público feminino no país.

O Brasil foi escolhido como sede da edição de 2027 em 2023, e a CBF tem investido na popularização do futebol feminino, sobretudo no Nordeste, onde amistosos contra a Jamaica atraíram mais de 30 mil torcedores em Pernambuco e na Bahia, estabelecendo novos recordes regionais.

Em Fortaleza, a partida amistosa contra os Estados Unidos reuniu 55.744 torcedores, número histórico para jogos da seleção no país; a Arena Castelão, que sediará nove partidas do torneio, só receberá a Canarinha nas oitavas ou nas quartas de final, dependendo da classificação no grupo.

A lateral‑esquerda Tamires alertou ao UOL que o engajamento das cidades‑sede é essencial, mesmo que não recebam jogos da seleção, e reforçou que o sucesso depende da divulgação local e da mobilização dos torcedores nas cidades que abrigam partidas da competição.

A justificativa logística da FIFA – concentrar jogos no Sudeste e em Brasília para reduzir deslocamentos – colide com os números de público: o Observatório Social do Futebol mostrou que, nas primeiras rodadas do Brasileirão feminino 2025, o Bahia registrou média de 462 torcedores, superando clubes tradicionais como Palmeiras (295) e São Paulo (288).

Manter o Nordeste fora da fase de grupos pode limitar o potencial de crescimento de patrocínios, mídia regional e formação de atletas; a presença de jogos oficiais estimularia clubes locais, como Bahia e Sport, a ampliar suas estruturas e atrair investimentos que ainda são concentrados no Sudeste.

Com o sorteio dos grupos ainda a ser realizado, a pressão sobre governos estaduais e organizadores aumenta: a expectativa agora é que Fortaleza, Recife ou Salvador garantam a Canarinha em uma fase avançada, o que serviria de prova de que o Nordeste pode sustentar público de alto nível e impulsionar o futuro do futebol feminino no Brasil.

Fonte: Trivela

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