Isaquias Queiroz perde C1 1000m, mas mira 15ª medalha no Mundial
A última colocação em Poznan não impede o brasileiro de buscar mais um pódio na final de sábado.

Isaquias Queiroz chegou ao fim da prova C1 1000m no Campeonato Mundial de Canoagem Velocidade, em Poznan, Polônia, na sexta‑feira (28/08), ocupando a última colocação com 4min22s13, distante do ouro de Martin Fuksa (4min07s44). O resultado surpreende, pois o atleta de 32 anos ainda alimenta a esperança de alcançar a 15ª medalha em Mundiais, um marco histórico para o esporte brasileiro.
Com sete ouros, uma prata e seis bronzes acumulados ao longo de 15 edições, Queiroz é o maior medalhista da história da canoagem mundial e detém duas medalhas olímpicas – bronze em Rio 2016 e prata em Tóquio 2020. Na temporada 2026, ele vinha mostrando ritmo consistente nas etapas europeias, mas ainda precisava confirmar a forma plena antes do mundial, que reúne os principais concorrentes da disciplina.
A corrida de 1000m revelou uma largada comprometida, que o impediu de acompanhar o pelotão de frente. O tcheco Martin Fuksa levou o ouro, seguido pelo húngaro Daniel Fejes (prata) e o atleta neutro Zakhar Petrov (bronze). Em entrevista, Queiroz reconheceu a dificuldade: “Sabia que seria difícil. Lógico que queria o pódio, mas fico feliz pelo que fiz aqui. Foi uma prova difícil, de um ritmo difícil. No final, a falta de ritmo pesa muito”.
O desempenho abaixo do esperado tem explicação nas recentes intervenções médicas: Queiroz passou por cirurgia ocular e ainda está se recuperando de um problema no quadril, lesões que limitaram seu treinamento nos últimos meses. Apesar das adversidades, ele manteve a vaga nas semifinais do C1 500m, prova que será disputada na manhã de sábado (29/08).
Do ponto de vista tático, a falta de ritmo na prova de 1000m pode sinalizar vulnerabilidades na partida e na manutenção da velocidade, aspectos críticos para o 500m, onde explosão e resistência são decisivas. Para a delegação brasileira, a medalha no 500m representa não só um reforço ao histórico de Queiroz, mas também um impulso nas verbas de apoio ao esporte, que costumam ser vinculadas ao desempenho em grandes eventos.
A final do C1 500m reunirá os oito melhores da semifinal, entre eles o próprio Queiroz, o atual campeão Martin Fuksa e o jovem promissor Gabriel Nascimento, que ficou em quarto no C1 200m. Os analistas apontam que a recuperação do quadril será o fator decisivo; se o brasileiro conseguir alinhar potência e técnica, ainda pode subir ao pódio e fechar sua coleção com a tão almejada 15ª medalha.
Fonte: Folha Esporte
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