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City aposta em IA para moldar futuro vencedor da Bola de Ouro

Academia do Manchester City lança o Future Player 2.0, um programa de inteligência artificial que busca transformar promessas em talentos de elite.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
City aposta em IA para moldar futuro vencedor da Bola de Ouro

O Manchester City deu um passo decisivo ao anunciar o Future Player 2.0, um programa de inteligência artificial que tem como meta formar, a longo prazo, um vencedor da Bola de Ouro a partir de sua base, segundo declara Thomas Krucken, diretor da academia, ao Manchester Evening News.

A iniciativa surge num contexto de críticas recorrentes à baixa taxa de transição da academia para o elenco principal durante a era Pep Guardiola; nomes como Cole Palmer, Morgan Rogers, Roméo Lavia, James Trafford, Brahim Díaz, Eric García, Jeremie Frimpong e Felix Nmecha raramente ganharam espaço no City, embora tenham sido revelados nos seus campos de formação.

Future Player 2.0 funciona como uma parceria entre o City e uma empresa de tecnologia especializada em IA; a ferramenta coleta indicadores específicos para cada posição, envia os dados ao parceiro e devolve análises comparativas entre as promessas e atletas profissionais treinados por Enzo Maresca, sem focar nos fundamentos técnicos, mas sim em métricas de desempenho e eficiência.

Ryan McAidoo, ponta de 18 anos que chegou ao plantel de Maresca nesta temporada, foi usado como caso‑teste: a IA identificou que ele já possui talento excepcional, mas ainda carece de “cinco a dez por cento” de ajustes para alcançar o nível de Jeremie Doku, apontando exatamente onde o tempo de treino deve ser otimizado.

Do ponto de vista tático, o programa permite ao clube calibrar sessões de treino de acordo com lacunas individuais, potencializando a integração de jovens como Nico O'Reilly, Rico Lewis e Phil Foden ao estilo de jogo de Guardiola; financeiramente, a expectativa é reduzir a dependência de contratações caras, valorizando ativos internos que podem gerar retornos de mercado substanciais.

Entretanto, a aposta em dados traz riscos: a supervalorização de métricas pode marginalizar aspectos qualitativos como criatividade e liderança, exigindo que treinadores mantenham o olhar humano sobre o desenvolvimento; se bem equilibrado, o modelo pode inspirar outras potências europeias a replicar a abordagem data‑driven nas suas academias.

O Future Player 2.0 ainda está em fase piloto e será avaliado ao fim da temporada 2023‑24; a próxima etapa inclui a revisão dos relatórios de IA, a decisão sobre sua expansão e a observação de como McAidoo e os demais jovens integrarão o primeiro time, um ponto de atenção para torcedores e analistas nas próximas partidas da Premier League.

Fonte: Trivela

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