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Como funciona a Copa Libertadores: formato e fases

Redação Voz do Gol4 min de leitura

A Copa Libertadores é o torneio mais importante de clubes da América do Sul, organizado pela Conmebol, e reúne 47 equipes de 10 países filiados. Nem todas, porém, começam no mesmo ponto: 28 clubes já entram diretos na fase de grupos por seus rankings nacionais e continentais, enquanto outros 19 disputam três fases preliminares eliminatórias para preencher as quatro vagas restantes. Essas pré-fases são mata-matas de ida e volta jogados antes do torneio 'oficial' começar, e é por ali que muitos times brasileiros que ficaram em posições mais baixas no Brasileirão precisam passar para chegar à chave principal. No fim desse funil, fecha-se o número mágico: 32 clubes classificados para a fase de grupos.

A fase de grupos é o coração da competição. Os 32 times são divididos em oito grupos de quatro, definidos por sorteio com clubes separados em potes conforme o ranking da Conmebol (e com a regra de que equipes do mesmo país não caem na mesma chave). Dentro de cada grupo, todos se enfrentam em turno e returno, ou seja, um jogo em casa e um fora contra cada adversário, totalizando seis rodadas. A pontuação segue o padrão do futebol: três pontos por vitória, um por empate e zero por derrota. Ao fim das seis rodadas, os dois primeiros de cada grupo avançam para as oitavas de final. O terceiro colocado não é simplesmente eliminado do continente: ele 'cai' para os playoffs da Copa Sul-Americana, garantindo sobrevida internacional. Já o quarto colocado está fora de tudo.

Um ponto que mudou e merece atenção do torcedor em 2026 é o critério de desempate na fase de grupos. Até então, quando dois times terminavam empatados em pontos, o saldo de gols decidia quem subia. A partir desta temporada, a Conmebol passou a priorizar o confronto direto entre as equipes empatadas como primeiro critério de desempate, jogando o saldo de gols para uma posição secundária. Na prática, vencer o adversário que briga pela mesma vaga vale mais do que golear um lanterna. É uma lógica parecida com a usada em outras competições pelo mundo e tende a valorizar os jogos diretos entre os concorrentes de cada grupo.

A partir das oitavas, a Libertadores vira mata-mata puro. Os 16 classificados são distribuídos em dois potes: os oito primeiros colocados de grupo ficam no pote 1 e os oito segundos colocados no pote 2, montando um chaveamento que vai das oitavas até a semifinal. Oitavas, quartas e semifinais são disputadas em dois jogos, ida e volta, e quem avança é simplesmente quem somar mais gols no placar agregado dos dois confrontos. Aqui está uma regra que confunde muita gente: desde 2022 não existe mais o gol qualificado fora de casa. Se a soma dos dois jogos terminar empatada, não há prorrogação nem vantagem para quem marcou como visitante; a vaga é decidida direto nos pênaltis. É o tipo de detalhe que muda completamente a leitura de um jogo de volta apertado.

A grande decisão foge desse modelo de ida e volta. Desde 2019, a final da Libertadores é disputada em jogo único, em sede neutra definida com antecedência pela Conmebol. Em 2026, a decisão está marcada para o Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, palco histórico que sediou a primeira Copa do Mundo. Por ser partida única, se o tempo normal terminar empatado vai direto para a prorrogação e, persistindo a igualdade, para os pênaltis. Esse formato concentra toda a tensão da temporada em 90 minutos (ou um pouco mais), o que torna a final um evento à parte, sem o respiro de um jogo de volta para corrigir o rumo.

Vale o esforço de toda essa maratona? Bastante. Além do prestígio de erguer o principal troféu do continente, o campeão de 2026 leva cerca de US$ 25 milhões apenas pela conquista do título, e uma campanha completa, somando cotas desde as primeiras fases, pode ultrapassar US$ 40 milhões. Cada vitória na fase de grupos já paga prêmios na casa das centenas de milhares de dólares, o que faz a Libertadores ser disputada ponto a ponto também por motivos financeiros. Por fim, o campeão garante presença no calendário intercontinental da temporada, medindo forças com os melhores de outros continentes. Em resumo: passa pela pré-fase, sobrevive a seis rodadas de grupo, vence três mata-matas de ida e volta e supera uma final de 90 minutos. Esse é o caminho da Glória Eterna.

Perguntas frequentes

Quantos times disputam a Copa Libertadores?

A Libertadores reúne 47 equipes de 10 países filiados à Conmebol. Dessas, 28 entram diretamente na fase de grupos pelos rankings nacionais e continentais, enquanto 19 disputam três fases preliminares eliminatórias para preencher as quatro vagas restantes — fechando os 32 clubes da fase de grupos.

Como funciona a fase de grupos da Libertadores?

Os 32 times são divididos em oito grupos de quatro, sorteados por potes conforme o ranking da Conmebol, sem clubes do mesmo país na mesma chave. Cada grupo joga em turno e returno (seis rodadas), com três pontos por vitória. Os dois primeiros avançam às oitavas; o terceiro cai para os playoffs da Sul-Americana e o quarto está eliminado.

Como funciona o mata-mata da Libertadores?

A partir das oitavas, os 16 classificados jogam mata-mata de ida e volta (oitavas, quartas e semifinais), e avança quem somar mais gols no placar agregado. Desde 2022 não existe mais o gol qualificado fora de casa: se o agregado terminar empatado, a vaga vai direto aos pênaltis, sem prorrogação.

Como é a final da Copa Libertadores?

Desde 2019, a final é disputada em jogo único, em sede neutra definida com antecedência pela Conmebol — em 2026 no Estádio Centenário, em Montevidéu. Por ser partida única, empate no tempo normal leva à prorrogação e, persistindo a igualdade, aos pênaltis.

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