Como proíbe cabeceios em base
Clube italiano adota regra inédita para proteger jovens jogadores

O Como, clube italiano que recentemente conquistou uma vaga na Uefa Champions League, adotou uma regra inédita no futebol ao proibir cabeceios em algumas categorias de sua base. A medida visa reduzir impactos evitáveis na cabeça, especialmente em jogadores jovens. De acordo com o clube, a proibição total é até os 10 anos de idade, com laterais sendo cobrados com os pés e escanteios com as mãos.
A proibição foi inspirada por alertas do ex-zagueiro Raphael Varane, que hoje é membro do conselho do Como. Varane explicou que a medida é necessária para proteger as crianças, especialmente nas idades mais jovens, quando o cérebro ainda está em desenvolvimento. 'Já falei diversas vezes sobre a necessidade de levarmos a sério os impactos na cabeça no futebol e a importância absoluta de protegermos nossas crianças', disse Varane.
As regras são diferentes para as distintas categorias da base do Como. Os mais jovens, abaixo dos 10 anos, são totalmente proibidos de cabecear a bola, enquanto a partir dos 11 anos, as normas vão ganhando especificidades. Por exemplo, os treinadores irão reduzir a exposição repetitiva e desnecessária à cabeçada, e bolas excessivamente cheias serão evitadas.
A medida do Como pode ser um exemplo para outros clubes e federações de futebol. A proteção dos jogadores jovens é fundamental para garantir a saúde e a segurança deles. Além disso, a medida pode contribuir para a prevenção de lesões e doenças relacionadas ao futebol, como a doença de Alzheimer e a demência.
O Como está a frente em termos de inovação e proteção dos jogadores. A medida é um exemplo de como o clube está comprometido em priorizar a saúde e a segurança dos seus jogadores. Além disso, a medida pode ser um modelo para outros clubes e federações de futebol, que podem adotar medidas semelhantes para proteger os seus jogadores.
A próxima etapa será observar como a medida será implementada e como os jogadores irão se adaptar às novas regras. Além disso, será importante monitorar os resultados e avaliar a eficácia da medida em termos de redução de lesões e doenças relacionadas ao futebol.
Fonte: ge.globo
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