Corinthians garante R$2 mi com venda de Martinelli ao Al‑Hilal
Diretor explica como a solidariedade da FIFA chega ao Timão após a eliminação na Libertadores.

O Timão vai receber aproximadamente R$ 2 milhões graças à cláusula de solidariedade da FIFA na transferência de Gabriel Martinelli ao Al‑Hilal, da Arábia Saudita. O atacante, que saiu do Arsenal por 70 milhões de euros (cerca de R$ 416 milhões), fechou o negócio no início de setembro de 2026. O valor, embora pequeno frente ao total, representa um alívio imediato para as finanças corintianas, ainda marcadas pela eliminação na Libertadores.
Corinthians foi eliminado nas oitavas de final da Libertadores, decisão que gerou críticas e pressão sobre a diretoria. O clube ainda não atingiu a meta de receita estabelecida para a temporada, o que aumenta a importância de fontes alternativas de caixa. Historicamente, o Timão tem dependido de vendas de jogadores formados na base, mas raramente recebeu valores tão expressivos por um ex‑jogador que saiu da academia aos 12 anos.
A FIFA garante ao Corinthians 0,5 % do valor total da negociação, o que equivale a cerca de R$ 2 milhões. O Ituano, clube que recebeu Martinelli após sua saída do Corinthians, tem direito a aproximadamente R$ 49 milhões, refletindo a regra de distribuição de solidariedade entre clubes formadores. Martinelli, 25 anos, acumulou 278 partidas, 62 gols e 34 assistências pelo Arsenal, além de títulos da Premier League, FA Cup e Community Shield.
A transferência de Martinelli ao Al‑Hilal também marcou a maior venda da história do Arsenal, sinalizando a crescente influência dos clubes do Oriente Médio no mercado europeu. O atacante já fez quatro jogos pelo Al‑Hilal e marcou um hat‑trick em sua segunda partida, indicando que o investimento está rendendo rapidamente ao clube saudita. A decisão reforça a estratégia do Al‑Hilal de atrair talentos europeus de alto nível para consolidar sua posição na Liga dos Campeões da Ásia.
Financeiramente, os R$ 2 milhões chegam como um “corte de caixa” que pode ser destinado à quitação de dívidas de curto prazo ou ao reforço do elenco, ainda que o montante represente menos de 1 % do orçamento anual do Corinthians. A diretoria tem sinalizado interesse em fortalecer a base juvenil, onde Martinelli foi descoberto, e o recurso pode acelerar projetos de infraestrutura no CT. Ainda assim, a quantia é insuficiente para cobrir a lacuna deixada pela ausência de receitas de competições continentais.
Do ponto de vista da torcida, a notícia gera sentimentos mistos: alívio por um ingresso de recursos, mas também lembranças de um talento que saiu cedo e nunca chegou a brilhar no primeiro time do Timão. O diretor do Corinthians, ao comentar a eliminação na Libertadores, reforçou que a venda não tem relação direta com o desempenho atual da equipe, mas evidencia a importância de manter um fluxo constante de receitas. A reação nas redes sociais tem sido de apoio ao uso prudente do dinheiro, porém há críticas sobre a falta de investimentos mais expressivos no elenco principal.
Corinthians encara o Fluminense na Neo Química Arena neste domingo, partida que pode definir a sequência do Brasileirão após a crise recente. Enquanto o clube trabalha na alocação dos recursos provenientes da solidariedade, a diretoria será observada quanto à transparência e ao impacto nas próximas contratações. O desempenho contra o Flu, aliado à gestão dos novos recursos, será o termômetro para avaliar se o Timão conseguirá reverter a fase difícil que atravessa.
Fonte: ge.globo
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