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Justiça suspende Assembleia do Corinthians e impede reforma estatutária

Desdobramento judicial coloca em xeque mudanças que alterariam regras eleitorais e de voto dos associados em 2026.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Justiça suspende Assembleia do Corinthians e impede reforma estatutária

A Justiça de São Paulo suspendeu, nesta sexta‑feira, a Assembleia Geral do Corinthians prevista para 19 de setembro, que reuniria associados para aprovar a reforma do Estatuto Social do clube, decisão que pode remodelar as regras de voto nas eleições de 2026.

O impasse tem origem em um processo iniciado pelos associados Ademir de Carvalho Benedito, Guilherme Gonçalves Strenger e Alexandre Husni, que contestam a condução da reforma pelo Conselho Deliberativo, já que o texto‑base foi rejeitado em abril por 93 votos a 60, embora 11 tópicos individuais tenham sido aprovados para votação.

Na última semana, o juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Tatuapé, havia validado o procedimento do Conselho e liberado a votação dos 11 temas, mas os autores da ação recorreram alegando irregularidades na participação do Conselho de Orientação (Cori) e a continuidade da votação de destaques apesar da rejeição do texto‑base.

O desembargador Maurício Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado do TJ‑SP, acatou o pedido dos associados e determinou a suspensão da Assembleia e da implementação das alterações estatutárias até que o recurso seja julgado ou haja nova decisão do relator, concedendo ao clube e ao presidente da Comissão de Ética, Leonardo Pantaleão, cinco dias para manifestação.

A medida impede, por ora, mudanças como a ampliação do direito de voto para associados de futebol, a redução do período de carência para votar, a adoção de eleições em dois turnos para presidente e vice‑presidentes, e a alteração da composição do Conselho Deliberativo, fatores que poderiam favorecer ou prejudicar facções internas antes das urnas de 2026.

Do ponto de vista financeiro e institucional, a suspensão gera custos adicionais de assessoria jurídica e prolonga a instabilidade administrativa, ao mesmo tempo em que alimenta a percepção de que o clube ainda carece de consenso interno, risco que pode repercutir na confiança de patrocinadores e torcedores.

Com o prazo de resposta se aproximando, o Corinthians deverá apresentar sua defesa ao tribunal, enquanto os associados aguardam o desfecho do recurso; a nova data da Assembleia permanece indefinida, e o desenrolar do caso será decisivo para o cenário político do clube nas próximas eleições.

Fonte: Gazeta Esportiva

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