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Corinthians gasta quase R$ 1 milhão em departamento inexistente e gera suspeita de fraude

Orçamento de 2026 omite o Departamento de Integração, mas o custo permanece nos cofres do Timão.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Corinthians gasta quase R$ 1 milhão em departamento inexistente e gera suspeita de fraude

O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, em 15 de dezembro de 2025, um orçamento para 2026 que não destinava recursos ao Departamento de Integração, porém o clube continua pagando quase R$ 1 milhão ao setor, fato que pode configurar irregularidade ou fraude, segundo advogados consultados pela reportagem.

Criado em março de 2024 pelo ex‑presidente Augusto Melo, o Departamento de Integração tinha como missão aproximar as categorias de base do sub‑11 ao sub‑17, o programa Chute Inicial e o Cifac, mas nunca foi incluído no planejamento financeiro de 2026, apesar de estar vinculado ao Departamento de Esportes Terrestres e coordenado por Fredy Marcelo Auricchio Esposito.

A diretoria de Osmar Stabile, que apresentou o orçamento ao Conselho, declarou que a ausência de recursos era intencional, visando à extinção do setor; no entanto, a assessoria de imprensa do Corinthians alegou que houve um "erro" contábil e que o projeto teria sido provisionado, gerando divergências entre a contabilidade e a realidade operacional.

Além do custo direto de R$ 930 mil anuais, o clube paga R$ 273 mil por mês à consultoria Alvarez & Marsal (A&M) para suporte ao Departamento Financeiro, contrato que vigora desde novembro de 2025 e que tem sido conduzido por André Lavieri, que se recusou a assinar o termo de responsabilidade pelas contas de 2025.

O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, afirmou que ainda precisa entender os fatos e que, caso se confirme alguma irregularidade, cobrará os órgãos fiscalizadores, ressaltando a necessidade de cautela antes de apontar culpa ou fraude.

Do ponto de vista financeiro, o gasto inesperado compromete ainda mais a já apertada margem de lucro do Timão, que tem buscado equilibrar receitas de patrocínio, bilheteria e direitos de transmissão após anos de déficit; a manutenção de um custo quase milionário sem respaldo orçamentário pode afetar a capacidade de investimento em reforços e na estrutura da base.

Nos próximos dias, o Conselho deverá convocar nova reunião para esclarecer a origem das despesas, enquanto a auditoria interna do clube e a Receita Federal podem ser acionadas; torcedores e investidores observarão se haverá ajustes no orçamento ou sanções aos responsáveis, o que definirá a transparência da gestão de Osmar Stabile.

Fonte: Gazeta Esportiva

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