De Zerbi reconhece falhas, mas vê luz no fim da crise do Tottenham
Treinador admite problemas defensivos e ofensivos, mas insiste que ainda há margem para melhorar.

O Tottenham foi derrotado por 3 a 2 pelo Aston Villa na última rodada da Premier League, encerrando um jejum de quatro partidas sem vitória e gerando um novo discurso de frustração de Roberto De Zerbi, que admitiu que "não podemos dizer que tudo está ruim, mas não está bom o suficiente".
A situação do clube londrino é delicada: em sete jogos oficiais – quatro da liga, duas da Copa da Liga e um amistoso – o time soma apenas uma vitória, dois empates e três derrotas na Premier League, ocupando a 19ª colocação, vice‑lanterna, antes da primeira janela FIFA da temporada.
Dominic Solanke, titular no ataque, registrou apenas duas finalizações e 25 toques em 66 minutos, números que reforçam a crítica de De Zerbi à falta de precisão ofensiva; o treinador ainda ressaltou que a condição física do atacante está aquém do ideal, mas manteve a confiança no camisa 19.
No meio‑campo, Mateus Fernandes foi substituído no intervalo após conceder o primeiro gol nos acréscimos do primeiro tempo; Mohammed Kudus entrou, quase marcou, mas acabou anulado por impedimento, enquanto Nicolas Jackson e Alejandro Buendía ampliaram a vantagem do Villa, evidenciando a fragilidade defensiva do Spurs.
De Zerbi explicou que o problema não foi a troca de Fernandes por Kudus, mas a perda de equilíbrio ao ficar atrás no placar; a falta de transição rápida entre defesa e ataque, aliada à vulnerabilidade nas laterais, tem sido um ponto recorrente nas análises táticas da equipe.
A pressão sobre o técnico e o elenco aumenta à medida que a diretoria e a torcida exigem resultados; a próxima partida, marcada para 10 de outubro, coloca o Tottenham contra o Manchester United em Old Trafford, um confronto que pode definir se a equipe consegue reverter a tendência negativa antes da pausa internacional.
Para avançar, De Zerbi precisará ajustar a disciplina defensiva, melhorar a produção de Solanke e encontrar um meio‑campo que una a criatividade de Kudus à estabilidade de Fernandes, enquanto observa de perto o retorno dos jogadores convocados para as seleções.
Fonte: Trivela
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