Infantino acusado de chantagem
Presidente da Fifa enfrenta críticas de ex-vice-presidente e presidente da federação jordaniana

O príncipe Ali bin Al-Hussein, presidente da Associação de Futebol da Jordânia, acusou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, de recorrer à 'chantagem' em meio à crescente oposição à sua gestão. Em mensagem publicada no X, Al-Hussein questionou a conduta do dirigente ítalo-suíço à frente da entidade que rege o futebol mundial.
Essa crítica se soma às vozes em número cada vez maior de figuras do futebol que estão se distanciando de Infantino, principal defensor de um projeto - já revogado - para abrir a Copa do Mundo e outras competições da Fifa a investidores privados. Al-Hussein foi ex-vice-presidente da Fifa e adversário de Infantino nas eleições de 2016.
O meio-irmão do rei da Jordânia também apontou os problemas de visto enfrentados por torcedores que pretendiam viajar aos Estados Unidos para a Copa do Mundo, as taxas impostas pelo governo americano e o não pagamento de bônus aos jogadores durante a Copa Árabe organizada pela Fifa em dezembro de 2025 no Catar. 'Está claro que o verdadeiro problema vem da liderança', escreveu o príncipe.
Al-Hussein afirmou que, durante meses, a Fifa se negou a ajudar a federação jordaniana com essas e outras questões, até que ele foi abordado verbalmente durante a Copa do Mundo. Na ocasião, lhe disseram que, se apoiasse Infantino, isso ajudaria muito a sua federação. 'Na Jordânia, temos orgulho de defender valores éticos. Não o apoiamos antes e certamente não o faremos agora. Toda essa situação se assemelha a uma chantagem, e nos recusamos a ceder', conclui a publicação.
Essa acusação de chantagem pode ter um impacto significativo na gestão de Infantino, que tentará se reeleger em março do ano que vem. A crescente oposição à sua gestão pode afetar sua capacidade de manter o cargo, especialmente se mais figuras do futebol começarem a se distanciar dele.
Além disso, a crítica de Al-Hussein pode influenciar a percepção pública de Infantino e da Fifa, potencialmente afetando a confiança dos torcedores e dos investidores no futebol internacional. A situação deve ser monitorada de perto, pois pode ter consequências significativas para o futuro do esporte.
No momento, a Fifa não se pronunciou sobre as acusações de Al-Hussein. No entanto, é provável que a entidade seja obrigada a responder às críticas em breve, especialmente à medida que a oposição à gestão de Infantino continue a crescer. O desfecho dessa situação deve ser acompanhado de perto, pois pode ter um impacto duradouro no futebol internacional.
Fonte: Gazeta Esportiva
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