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Infantino escapa de investigação

Comissão de Ética do COI rejeita denúncia sobre interferências de Trump na Copa

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Infantino escapa de investigação

A Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou a denúncia contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, acusado de 'violar recorrentemente a neutralidade política' durante a Copa do Mundo. A decisão foi tomada após a ONG de direitos humanos Fair Square fazer uma representação contra Infantino, destacando os vínculos entre ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente na suspensão do cartão vermelho de Folarin Balogun.

O caso em questão remonta à Copa do Mundo, quando o jogador americano Folarin Balogun foi expulso por falta em uma partida entre Estados Unidos e Bósnia. No entanto, o cartão vermelho foi posteriormente anulado após um telefonema de Trump para Infantino. O presidente dos Estados Unidos declarou que interferiu na decisão, enquanto Infantino admitiu a conversa, mas negou a interferência política.

A denúncia apresentada pela ONG Fair Square argumentou que a proximidade entre Infantino e Trump levanta questionamentos sobre a neutralidade do presidente da Fifa. Além disso, a ONG destacou a participação de Infantino no 'Conselho da Paz' de Trump, em fevereiro, quando usou um boné com as inscrições 'USA' e '45-47', uma referência aos dois mandatos presidenciais do líder americano.

No entanto, a Comissão de Ética do COI decidiu não abrir investigação contra Infantino, afirmando que a denúncia está 'fora do escopo' do código de ética do COI. De acordo com o comunicado do COI, as decisões da federação internacional sobre sua governança e gestão, incluindo relações com governos, estão fora do alcance da comissão.

A decisão do COI pode ter implicações significativas para a governança do futebol internacional. A Fifa, sob a liderança de Infantino, tem enfrentado desafios em manter a neutralidade política, especialmente em relação às relações com governos e líderes políticos. A rejeição da denúncia pode ser vista como um sinal de que o COI não está disposto a interferir nas decisões da Fifa, mesmo quando há suspeitas de interferência política.

Para os torcedores e observadores do futebol, a decisão do COI pode ser vista como um ponto de inflexão na discussão sobre a neutralidade política no esporte. A questão central é se os líderes esportivos devem manter uma distância clara dos interesses políticos ou se é aceitável que eles se envolvam em atividades políticas. A resposta a essa pergunta pode ter implicações profundas para o futuro do futebol e do esporte em geral.

Em resumo, a rejeição da denúncia contra Infantino pelo COI deixa muitas questões sem resposta. A comunidade esportiva aguarda com ansiedade o próximo capítulo dessa história, que pode definir o rumo da governança esportiva internacional nos anos vindouros.

Fonte: ge.globo

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