Infantino nega acusação de pagamento
Nova denúncia aumenta pressão sobre o presidente da Fifa

A crise de Gianni Infantino na Fifa se agravou com a denúncia de que a Uefa teria pagado uma quantia de seis dígitos a uma suposta amante do suíço enquanto ele atuava como secretário-geral da entidade europeia. Segundo o jornal Telegraph, a apuração revelou que a mulher teria sido promovida pelo suíço a um cargo de gerenciamento com 30% de aumento salarial durante o relacionamento.
Infantino começou a carreira na Uefa em 2000 e só saiu da organização em 2016, ao assumir a presidência da Fifa. Durante seu período na Uefa, ele ocupou o cargo de secretário-geral e foi responsável por várias decisões importantes, incluindo a promoção de funcionários.
A suposta amante, que não teve o nome revelado, seria funcionária da Uefa no período em questão e ocupava um nível hierárquico júnior. De acordo com a apuração, a mulher teria sido promovida pelo suíço a um cargo de gerenciamento com 30% de aumento salarial durante o relacionamento. Além disso, a Uefa teria concordado em arcar com custos de um MBA (Master Business Administration, pós graduação) em uma escola de negócios para ela, que era de cerca de 45 mil libras (R$ 309 mil) por ano.
A Uefa confirmou ao Telegraph que um pagamento de rescisão foi feito juntamente com a quantia de um MBA, e disse estar ciente das alegações de que a mulher mantinha envolvimento amoroso com Infantino. No entanto, a organização ressaltou que, desde 2016, a Uefa endureceu regulamentos para refletir uma organização moderna e de alto nível.
Infantino se defendeu ao afirmar que decisões como o pagamento de rescisão de funcionários eram sempre aprovadas por diretores. Além disso, ele negou veementemente as alegações, e elas são categoricamente falsas. Qualquer insinuação de conduta inadequada ou violação de estatutos e regulamentos é difamatória, segundo o porta-voz da Fifa.
A crise pode ter impacto significativo na carreira de Infantino, que já enfrenta pressão devido a outras denúncias. A Uefa e a Fifa têm um relacionamento complexo, e a crise pode afetar as relações entre as duas organizações. Além disso, a crise pode ter impacto na confiança dos torcedores e dos patrocinadores na Fifa e na Uefa.
O próximo passo será aguardar a resposta da Fifa e da Uefa às denúncias e ver como a crise será resolvida. A Fifa e a Uefa precisam tomar medidas para restaurar a confiança dos torcedores e dos patrocinadores, e garantir que as organizações sejam geridas de forma transparente e ética.
Fonte: Trivela
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