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Justiça aceita denúncia contra ex-segurança

Caveira e ex-dirigentes do Corinthians são réus por apropriação indébita e omissão relevante

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Justiça aceita denúncia contra ex-segurança

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu o ex-motorista do Corinthians João Odair de Souza, o Caveira, pelo crime de apropriação indébita por fatos ocorridos entre 2018 e 2023 nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. O valor desviado é estimado em R$ 3,4 milhões, que hoje equivale a R$ 7,3 milhões.

O caso começou a ser apurado após o ge revelar gastos para fins pessoais na gestão do ex-presidente Duilio. Além de Caveira, os ex-diretores financeiros Matías Ávila e Wesley Melo, além do ex-gerente financeiro Roberto Gavioli, também são réus pelo crime de omissão relevante por não terem fiscalizado ou impedido o desvio de recursos dos cofres do Corinthians.

De acordo com a denúncia, os valores em espécie eram repassados periodicamente a Caveira como adiantamentos para despesas ligadas à presidência, especialmente com serviços de segurança em eventos e outras situações pontuais. Parte relevante dos depósitos foi feita tanto na conta pessoal quanto na conta da empresa de Caveira, o que, segundo a Promotoria, reforça a tese de desvio de finalidade dos recursos.

Caveira afirma que prestava contas ao departamento financeiro do clube e faz questão de destacar que nunca sofreu contestações do Conselho Fiscal, órgão responsável por analisar as contas do clube. Já os ex-dirigentes Matías Ávila e Roberto Gavioli afirmam que são inocentes e que a denúncia foi feita sem investigação e com interesses políticos internos do clube.

A decisão da Justiça pode ter impacto significativo no Corinthians, que já está enfrentando desafios financeiros e esportivos. A perda de recursos e a possibilidade de punições podem afetar a capacidade do clube de investir em jogadores e melhorar seu desempenho em campo.

O próximo passo será a realização do julgamento, que pode levar meses ou até anos. Enquanto isso, os réus terão seus passaportes apreendidos e bens bloqueados, e estarão proibidos de frequentar as dependências do Parque São Jorge. O caso é um lembrete da importância da transparência e da responsabilidade financeira nos clubes de futebol.

Fonte: ge.globo

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