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Acréscimos e prorrogação: como funciona o tempo extra no futebol

Por que o árbitro dá minutos a mais no fim de cada tempo, como esse tempo é calculado e quando o jogo ganha meia hora de prorrogação no mata-mata

Pedro Henrique4 min de leitura

Sim, a prorrogação tem acréscimos. Cada um dos dois tempos de 15 minutos da prorrogação pode ganhar minutos adicionais para repor as paralisações — contusões, substituições, comemorações de gol e revisões do VAR —, exatamente como acontece nos 90 minutos regulamentares. O tempo extra do mata-mata, portanto, não é cravado em 30 minutos: também é esticado sempre que o jogo para.

Vale separar dois termos que a torcida costuma confundir. Os acréscimos são os minutos que o árbitro adiciona ao fim de cada tempo para compensar o período em que a bola ficou parada. Já a prorrogação é um período extra e completo, de 30 minutos, que só acontece em jogos de mata-mata que terminam empatados e precisam de um vencedor. Um repõe tempo perdido; o outro cria tempo novo — e, como vimos, esse tempo novo também tem os seus próprios acréscimos.

Os acréscimos existem porque o cronômetro no futebol não para de verdade. Diferentemente do basquete, o relógio corre sem interrupção durante toda a etapa, mesmo quando a bola sai, alguém cai no gramado ou um gol é comemorado. Para que essas pausas não roubem tempo real de jogo, tudo o que paralisa a partida é contabilizado e devolvido no fim de cada tempo. Por isso você vê a plaquinha luminosa mostrar '+3', '+7' ou até mais.

Quem tem a palavra final sobre esse tempo é o árbitro central, o único que pode encerrar a etapa. O quarto árbitro apenas exibe na placa o mínimo de acréscimo que o juiz determinou. As regras da IFAB, o órgão que define as leis do futebol, listam o que deve ser cronometrado para virar acréscimo: substituições, contusões e atendimento a jogadores, comemorações de gol, revisões e decisões do VAR, cartões, perda deliberada de tempo e qualquer outra causa de paralisação.

Foi justamente esse critério que ficou mais rígido a partir da Copa do Mundo de 2022, no Catar. A FIFA orientou os árbitros a serem mais precisos ao somar tudo o que parava o jogo, e o resultado foram partidas com acréscimos enormes, algumas passando de dez minutos por tempo. A ideia declarada é aumentar o tempo de bola rolando e desestimular a 'cera', aquela demora proposital para segurar um placar favorável.

Na prática, o número que aparece na placa é o mínimo. O árbitro pode ir além dele se novas paralisações acontecerem já dentro dos acréscimos, como uma contusão ou uma comemoração de gol nos minutos finais. Ele só apita o encerramento quando entende que o tempo reposto foi cumprido, e evita fazê-lo no meio de uma jogada de ataque clara. Não existe um teto oficial: os acréscimos duram o que o juiz julgar necessário.

A prorrogação segue outra lógica e só entra em cena no mata-mata. Quando um confronto eliminatório termina empatado e o regulamento não prevê a soma dos jogos de ida e volta para desempatar naquele momento, a partida ganha 30 minutos divididos em dois tempos de 15. Não há intervalo longo entre eles, apenas uma troca rápida de lado do campo. Se a igualdade persistir ao fim da prorrogação, a vaga é decidida nos pênaltis.

Vale lembrar que o primeiro gol da prorrogação não encerra o jogo. A regra do 'gol de ouro', em que a bola na rede definia o classificado na hora, foi abolida há mais de duas décadas: hoje se jogam os 30 minutos completos, aconteça o que acontecer. E, como cada um desses dois tempos de 15 minutos também recebe acréscimos, a prorrogação pode se estender bem além dos 30 minutos cravados no papel.

Outro ponto: desde 2018 a IFAB autoriza uma substituição extra para a prorrogação, e as principais competições adotaram a regra. É um alívio para times exaustos que já haviam gastado todas as trocas nos 90 minutos. Mas nem todo empate leva a esse tempo extra. No Campeonato Brasileiro e nas ligas por pontos corridos, o empate simplesmente distribui um ponto para cada lado e o jogo acaba nos 90 mais os acréscimos.

A prorrogação é exclusiva de fases decididas em jogo único ou quando o mata-mata chega ao fim precisando de um classificado, como pode ocorrer em finais e em fases da Copa do Brasil, da Libertadores e da Copa do Mundo. Para fixar: acréscimo é reposição de tempo perdido no fim de cada tempo e acontece em qualquer partida; prorrogação é um período extra de 30 minutos, só no mata-mata empatado, com seus próprios acréscimos antes de tudo se resolver nos pênaltis. Uma curiosidade final: quando um jogo vai às penalidades, o placar oficial continua sendo o empate do tempo extra, e a vitória nas cobranças define apenas quem avança, sem alterar o resultado registrado em súmula.

Perguntas frequentes

Tem acréscimo na prorrogação?

Sim. A prorrogação tem os seus próprios acréscimos: cada um dos dois tempos de 15 minutos pode receber minutos adicionais para repor as paralisações — contusões, substituições, comemorações de gol e revisões do VAR —, exatamente como nos 90 minutos. Só depois de cumpridos esses acréscimos o árbitro encerra o período; se o empate continuar, a decisão vai para os pênaltis.

Qual a diferença entre acréscimos e prorrogação no futebol?

Acréscimos são os minutos que o árbitro adiciona ao fim de cada tempo dos 90 minutos regulamentares para compensar o período em que a bola ficou parada. Já a prorrogação é um tempo extra completo, de 30 minutos, que só acontece em jogos de mata-mata que terminam empatados e precisam de um vencedor. Em resumo: um repõe tempo perdido, o outro cria tempo novo.

O que conta como acréscimo no futebol?

Segundo as regras da IFAB, viram acréscimo as paralisações cronometradas durante a partida: substituições, contusões e atendimento a jogadores, comemorações de gol, revisões e decisões do VAR, cartões, perda deliberada de tempo e qualquer outra causa de paralisação. Isso existe porque o cronômetro do futebol não para: o relógio corre sem interrupção, e o tempo perdido é devolvido no fim de cada etapa.

Quando tem prorrogação no futebol?

A prorrogação só acontece em jogos de mata-mata que terminam empatados e precisam de um vencedor. Diferentemente dos acréscimos, que repõem o tempo em que a bola ficou parada nos 90 minutos, a prorrogação cria tempo novo: é um período extra e completo de 30 minutos, dividido em dois tempos de 15.

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