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São Paulo fecha parcelamento com Novorizontino e escapa de proibição de transferências

A negociação evita sanção da ANRESF e mantém as portas abertas no mercado.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
São Paulo fecha parcelamento com Novorizontino e escapa de proibição de transferências

São Paulo firmou, nos últimos dias, um acordo de parcelamento com o Grêmio Novorizontino que impede a aplicação de um transfer ban pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). A dívida ativa, estimada em R$ 1 milhão, refere‑se ao pagamento pendente pela compra dos direitos do volante Djhordney, contratado para reforçar a base. O acordo, anunciado em 23/09/2026, garante ao Tricolor a continuidade nas contratações até o fim da temporada.

O débito surgiu quando o São Paulo adquiriu Djhordney em 2024, sob contrato que previa cinco parcelas iguais. Em 12 de agosto, a ANRESF determinou que o clube teria 45 dias para quitar o valor ou apresentar um plano de pagamento, fixando o prazo final em 27 de setembro. A diretoria, já em grave crise financeira, optou por renegociar diretamente com o Novorizontino, evitando a sanção que poderia comprometer a margem de manobra no mercado.

A denúncia foi feita em julho, amparada no Artigo 45 do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), que trata de valores devidos a outros clubes por transferências e indenizações de formação. A ANRESF intimou o São Paulo a comprovar a quitação ou a apresentar defesa; embora o clube tenha reconhecido a dívida, a justificativa foi rejeitada, configurando a primeira ameaça de banimento a um clube da Série A desde a criação da agência. O caso da Ponte Preta, punida por atrasos salariais na Série B, foi citado como precedente de rigor regulatório.

Financeiramente, o parcelamento alivia a pressão de juros e multas que seriam acrescentados ao montante original, mas ainda consome parte do caixa que o Tricolor pretendia destinar a reforços de meio‑campo. A manutenção da capacidade de registrar novos atletas é crucial, já que o São Paulo tem buscado substituir saídas como a de Rodrigo Nestor e reforçar o elenco para a reta final do Brasileirão. O acordo demonstra que a diretoria prefere diluir o débito a arriscar um bloqueio que poderia inviabilizar contratações estratégicas.

Do ponto de vista competitivo, a ausência de um banimento garante ao técnico o acesso a reforços nas janelas de negociação antes dos confrontos contra Santos (21ª rodada, 02/10) e Cruzeiro (29ª rodada, 07/10). Sem a restrição, o clube pode registrar jogadores emprestados ou novos contratos, preservando a profundidade de elenco em um calendário apertado. A vitória sobre o Santos, ainda pendente, e o duelo no Mineirão contra o Cruzeiro são decisivos para a luta por posições de classificação à Libertadores.

O acordo também envia um sinal ao restante da elite nacional: a ANRESF está disposta a aplicar sanções severas, mas aceita soluções negociadas quando os clubes demonstram boa-fé. Essa postura pode incentivar outros clubes a regularizar débitos antigos, reduzindo a incidência de disputas judiciais e fortalecendo a sustentabilidade financeira do futebol brasileiro. Contudo, a transparência do processo será monitorada, pois a eficácia da agência depende da consistência na aplicação das regras.

Com a formalização prevista para o final da temporada, o São Paulo deverá cumprir as parcelas restantes até dezembro, enquanto a ANRESF acompanha o cumprimento. O próximo passo será a publicação do termo de acordo e a liberação de eventuais registros pendentes. Torcedores e analistas deverão observar se o clube conseguirá equilibrar o pagamento da dívida com as metas de reforço antes dos confrontos decisivos do Brasileirão.

Com informações de Gazeta Esportiva

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