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São Paulo tem cinco dias para evitar primeiro transfer ban da Anresf

Clube precisa quitar dívida de R$ 1 milhão com o Novorizontino antes da segunda-feira ou corre risco histórico de sanção.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
São Paulo tem cinco dias para evitar primeiro transfer ban da Anresf

O São Paulo tem até a próxima segunda‑feira para quitar R$ 1 milhão ao Novorizontino e impedir que a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) imponha o primeiro transfer ban da história do futebol brasileiro, medida que poderia bloquear novos registros de atletas.

A dívida decorre da contratação do atacante Djhordney, cujo acordo previa cinco parcelas de R$ 200 mil; nenhuma foi paga, ativando a cláusula de execução total em caso de atraso. Em agosto, a Anresf advertiu o clube e concedeu 45 dias para regularizar o débito, sob pena de sanção automática, conforme a regra de transição que vigora para dívidas contraídas após a publicação do regulamento em janeiro.

O São Paulo chegou a divulgar nota afirmando ter fechado um acordo com o Novorizontino, mas o clube do interior contestou a existência de negociação, mantendo a cobrança. A diretoria tricolor pode apresentar um novo plano de pagamento à Anresf, desde que o Novorizontino concorde, embora o ban não tenha efeito imediato porque a janela de registro está encerrada. Recentemente, Grêmio e América‑MG sofreram bloqueios preventivos ao reestruturarem seus planos de pagamento na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

Este não é o primeiro embate do Tricolor com órgãos reguladores: em julho, a FIFA aplicou sanção ao São Paulo por dívida com a Lazio referente à contratação de Marcos Antônio, dívida quitada apenas em início de agosto mediante transferência de R$ 6,2 milhões ao clube italiano. Na ocasião, a diretoria agiu rapidamente para evitar que o bloqueio de registros comprometesse a janela de transferências, que se encerrou em 11 de setembro.

Financeiramente, o clube enfrenta pressão no caixa e aguarda a aprovação de um contrato com a Ticketmaster para a gestão de ingressos no Morumbi, cuja votação está marcada para 29 de setembro no Conselho Deliberativo. O acordo prevê um adiantamento de R$ 110 milhões, além de mais R$ 30 milhões na assinatura, recursos que poderiam ser destinados ao pagamento da dívida com o Novorizontino.

Embora o ban não impeça contratações nesta janela, sua eventual imposição limitará o São Paulo nas próximas oportunidades de mercado, restringindo a entrada de reforços e forçando a venda de ativos para equilibrar as contas. O risco de desgaste institucional também pode afetar a confiança de patrocinadores, investidores e da própria torcida, que já acompanha de perto a gestão de Harry Massis.

A diretoria está mobilizando recursos nos bastidores para honrar o pagamento antes do prazo final, evitando assim a sanção automática da Anresf. Caso o débito seja quitado, o clube escapará do histórico de proibição; se não, a agência poderá aplicar o ban, e o Tricolor terá de lidar com as consequências na próxima janela de transferências, enquanto se prepara para a 28ª rodada do Brasileirão.

Fonte: ge.globo

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