Stefani e Dabrowski comandam SP Open e buscam consolidar supremacia nas duplas
A dupla número 3 e 4 do ranking mundial chega como cabeça de chave na segunda edição do torneio em São Paulo.

A WTA divulgou nesta quarta-feira a lista oficial de duplas da segunda edição do SP Open, que será disputada de 12 a 20 de setembro no Parque Villa‑Lobos, em São Paulo. No topo da chave, a brasileira Luisa Stefani (nº 4 do mundo) e a canadense Gabriela Dabrowski (nº 3) foram confirmadas como cabeças de chave. O anúncio coloca as duas atletas como as favoritas ao título, reforçando o peso da competição no calendário de duplas da temporada.
Stefani e Dabrowski vêm de uma campanha excepcional em 2026, acumulando vitórias em diferentes níveis de torneios da WTA. Elas conquistaram o WTA 1000 de Dubai, o WTA 500 de Estrasburgo e o WTA 250 de Eastbourne, além de serem vice‑campeãs em Wimbledon. Na temporada, ocupam a segunda posição no ranking de duplas, um reflexo da consistência mostrada nos Grand Slams, onde chegaram às semifinais do Australian Open e de Roland Garros.
A parceria, formada há pouco mais de um ano, já se consolidou como uma das mais temidas do circuito. O título em Dubai demonstrou capacidade de adaptação a superfícies rápidas, enquanto a vitória em Estrasburgo evidenciou eficiência em quadras de saibro. O desempenho em Wimbledon, ao chegar à final, mostrou que a dupla tem condições de enfrentar as melhores equipes em gramado, o que a coloca como grande ameaça ao torneio de São Paulo.
Além da dupla principal, o SP Open reserva espaço para três outras brasileiras na chave principal. Laura Pigossi, segunda colocada no ranking nacional de simples e medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, jogará ao lado da ucraniana Ekaterina Ovcharenko. As compatriotas Ana Candiotto e Luiza Fullana formarão a quarta equipe brasileira, enquanto dois convites e três vagas on‑site ainda podem ampliar a presença nacional na competição.
O fator casa pode ser decisivo para Stefani, que busca repetir o título conquistado em 2025 ao lado da húngara Timea Babos. O apoio da torcida local e a familiaridade com as condições climáticas de São Paulo podem favorecer a execução dos padrões táticos que a dupla tem usado – serviço potente seguido de voleio agressivo. A experiência de Dabrowski, aliada à energia da brasileira, cria um combo que pode intimidar adversárias menos acostumadas a duelos de alta velocidade.
Do ponto de vista classificatório, um título no SP Open renderá pontos valiosos para o ranking de duplas, podendo aproximar Stefani e Dabrowski da primeira posição mundial antes do encerramento da temporada. Financeiramente, o prêmio em dinheiro do torneio – um dos maiores da América do Sul – reforça a atratividade do circuito para jogadores que buscam consolidar suas carreiras. Para o tênis brasileiro, a presença de quatro duplas no evento pode gerar maior visibilidade, patrocinadores e incentivo ao desenvolvimento de jovens atletas.
O primeiro confronto de Stefani/Dabrowski está marcado para a segunda rodada, quando enfrentarão a parceira americana Anna Rogers / Allura Zamarripa. Observadores apontam que o duelo será um teste de resistência, já que a dupla norte‑americana tem mostrado bom entrosamento nas últimas semanas. Os próximos dias serão decisivos para definir se a dupla de número 3 e 4 do mundo manterá o ritmo de 2026 e levará o troféu ao público brasileiro.
Fonte: Gazeta Esportiva
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