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Uefa critica Infantino

Entidade europeia afirma que presidente da Fifa perdeu confiança após polêmico plano de investimento privado

Redação Voz do Gol••2 min de leitura
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A Uefa fez duras críticas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, após a retirada do plano de abrir as competições internacionais a investidores privados. A entidade europeia afirma que Infantino perdeu a confiança da confederação, apesar da retirada do polêmico plano.

O contexto é marcado pela proximidade das eleições de março de 2027, nas quais Infantino é o único candidato. A Uefa, dirigida por Aleksander Ceferin, considerava o plano como uma tentativa de Infantino de 'vender uma parte da Copa do Mundo' a investidores privados, o que despertou o receio de uma mercantilização do futebol.

A proposta, revelada na última terça-feira, foi massivamente rejeitada em nível mundial, sobretudo pela Uefa, que ameaçou não participar das competições da Fifa, inclusive a Copa do Mundo, se o projeto fosse adiante. A Uefa descreve o abandono desse projeto como uma 'vitória para o futebol como um todo', mas ressalta que isso não deve 'marcar o fim da história'.

A Uefa critica diretamente Infantino, afirmando que, antes de sua eleição em 2016, o dirigente havia defendido a transparência e garantido que o dinheiro da Fifa pertencia às associações-membro. 'Ele não cumpriu essas duas promessas', acusa a Uefa. 'O projeto raquítico, opaco e arquitetado nos bastidores que tentou impor à força era tudo, menos transparente'.

A entidade europeia propõe a criação de 'um novo método de distribuição de recursos por meio do já existente programa Fifa Forward', utilizando uma parcela das reservas financeiras da entidade, estimadas em US$ 5 bilhões. 'Devemos começar a usar parte do dinheiro parado na conta bancária da Fifa para dar o incentivo necessário ao futebol de base e ao esporte como um todo em cada um dos 211 países-membros da entidade', escreveu a Uefa.

A rejeição do plano também foi manifestada por outras confederações, como a CONCACAF, que reúne 41 federações da América do Norte, da América Central e do Caribe. A Confederação Asiática de Futebol (AFC) e a CONMEBOL, da América do Sul, também se manifestaram contra o projeto.

A retirada do plano de investimento privado é um revés para Infantino, que agora enfrenta uma crise de confiança dentro da Fifa. A Uefa afirma que a tarefa de restaurar a confiança na Fifa está apenas começando, e que a rejeição do plano é apenas o primeiro passo para garantir a transparência e a integridade do futebol internacional.

Com informações de Gazeta Esportiva

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