Xhaka perde convocação da Suíça após certificado de vacina falsificado
Capitão admite ter usado documento fraudulento e a Federação retira o jogador da concentração da Liga das Nações.

Granit Xhaka, capitão da seleção suíça, foi afastado da próxima concentração da equipe após admitir que usou um certificado de vacinação contra a Covid-19 falsificado, medida que põe em risco a campanha da Suíça na Liga das Nações.
A Suíça entra na fase final da Liga das Nações da UEFA com quatro jogos restantes: Macedônia do Norte (sábado), Escócia (29 de setembro), Eslovênia (3 de outubro) e Macedônia do Norte novamente (6 de outubro), antes dos confrontos de novembro. O time, que ocupa a segunda posição do seu grupo, depende da experiência de Xhaka, que tem 33 anos e atua como volante e líder dentro de campo.
Em post no Instagram, Xhaka explicou que, durante a pandemia, optou por apresentar um documento falsificado para evitar a vacinação obrigatória, descrevendo a escolha como “um erro”. A Promotoria de Lucerna abriu investigação, enquanto a Associação Suíça de Futebol (ASF), representada pelo presidente Peter Knabel, comunicou que o jogador não participará da concentração em Belek, Turquia, iniciada nesta segunda-feira.
Xhaka, que chegou ao Sunderland na Premier League após passagens por Basel, Arsenal e Bayer Leverkusen, veste a braçadeira de capitão da seleção desde 2018 e já acumulou mais de 100 partidas com a equipe. Seu estilo de passe e capacidade de organizar o meio‑campo foram fundamentais nas campanhas que levaram a Suíça à fase de grupos da Euro 2024 e à classificação para a Liga das Nações.
Taticamente, a ausência de Xhaka deixa um vazio no eixo central, obrigando o técnico Murat Yakin a recorrer a jogadores como Remo Freuler ou Denis Zakaria, que possuem perfil mais defensivo. A perda do líder de campo pode comprometer a transição ofensiva e a organização defensiva, fatores críticos para garantir os pontos necessários à classificação para a Liga A na próxima edição.
Do ponto de vista reputacional, o caso pode gerar sanções disciplinares ao jogador, afetar sua imagem perante a torcida do Sunderland e pressionar a ASF a rever suas políticas de compliance. Além disso, a controvérsia pode influenciar futuras negociações contratuais e patrocínios, já que clubes e marcas tendem a evitar figuras envolvidas em escândalos de falsificação de documentos de saúde.
A ASF afirmou que reavaliará a situação de Xhaka ao final da data FIFA, que se encerra em meados de novembro, e decidirá os próximos passos. Enquanto isso, a Suíça deve focar nos confrontos contra Macedônia do Norte, Escócia, Eslovênia e novamente Macedônia, observando se a equipe consegue manter a estabilidade tática sem o capitão.
Fonte: Folha Esporte
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