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Japão Desafia Brasil

Posse de bola inteligente e movimentação frenética do Japão prometem um duelo complicado para a Seleção Brasileira

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Japão Desafia Brasil

O Japão, liderado pelo técnico Hajime Moriyasu, tem sido uma das surpresas da Copa do Mundo, com uma campanha invicta que inclui empates contra a Holanda e a Suécia e uma goleada sobre a Tunísia por 4 a 0. Esse desempenho se deve, em grande parte, à sua posse de bola inteligente e movimentação frenética, características que prometem dificultar o jogo para a Seleção Brasileira nas oitavas de final.

Um dos pontos fortes do Japão é a saída de bola organizada, paciente e com muitos recursos. O time gosta de sair de trás com o goleiro e os três zagueiros bem abertos, enquanto os laterais partem para cima como verdadeiros alas, chamando a marcação para cima e buscando um ala livre. Contra a Tunísia, por exemplo, Itakura acertou 84 dos 85 passes que tentou, demonstrando a precisão e o controle que o Japão tem na posse de bola.

Além disso, o Japão registrou um volume ofensivo impressionante, com 101 recepções no terço final contra a Holanda, 112 contra a Suécia e 119 contra a Tunísia. Isso mostra que o time não se limita a jogar apenas na defesa e busca constantemente criar oportunidades de ataque. A movimentação dos jogadores, especialmente dos alas e atacantes, é fundamental para criar espaços e confundir a defesa adversária.

Um dos principais perigos do Japão é a capacidade de inverter posições entre os jogadores, especialmente nos lados do campo. Junya Ito, por exemplo, é uma referência importante nesse aspecto, com 65 movimentos para receber a bola, 15 quebras de linha, nove conduções progressivas, oito dribles e dois gols contra a Tunísia. Além disso, o centroavante Ueda não permanece estático entre os zagueiros, mas se move pelos lados, busca a bola e abre espaço constantemente, o que pode ser um desafio para a defesa brasileira.

A pressão após a perda da posse de bola também é uma característica marcante do Japão. O time pressiona imediatamente após perder a bola, com os jogadores mais próximos pressionando o portador da bola, enquanto o restante da equipe fecha as linhas de passe. Isso dificulta a reorganização do adversário e pode levar a oportunidades de contra-ataque. A média de tempo para recuperar a bola nos três primeiros jogos do Japão foi de apenas 15,6 segundos, demonstrando a eficácia dessa estratégia.

Diante desse cenário, o Brasil precisará estar muito bem preparado para enfrentar o Japão. A estratégia de defender mais atrás e pressionar a saída de bola, marca registrada do início do trabalho de Carlo Ancelotti, precisará ser executada quase perfeitamente para evitar ser surpreendido pelo time japonês. O duelo promete ser um dos mais complicados para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo e pode ser um verdadeiro teste para a capacidade tática e física do time.

O desfecho desse duelo será conhecido em breve, mas uma coisa é certa: o Japão não será um adversário fácil para o Brasil. Com sua posse de bola inteligente, movimentação frenética e pressão alta, o time japonês promete dar trabalho para a Seleção Brasileira. Será um jogo que exigirá do Brasil todo o seu potencial para sair vitorioso e avançar na competição.

Fonte: ge.globo

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