São Paulo define futuro: grupos se posicionam para eleição presidencial
Situação e oposição já alinham chapas enquanto a diretoria busca estabilidade para os próximos três anos.

Com a eleição presidencial do São Paulo marcada para a primeira quinzena de dezembro, os blocos de situação e oposição já alinham suas chapas, sinalizando uma disputa que pode redefinir a gestão do clube nos próximos três anos.
O Tricolor encerra a temporada de 2026 no Campeonato Brasileiro com a busca por estabilidade em campo, enquanto na diretoria Harry Massis, que assumiu após o impeachment de Julio Casares no início do ano, ainda não confirmou candidatura, gerando incerteza sobre a continuidade de sua liderança.
Nos bastidores, o nome mais cotado para representar a situação é o empresário e conselheiro vitalício Adilson Alves Martins, assessor financeiro da presidência desde março e coordenador do grupo Sempre Tricolor; embora favorito, ele pondera conciliar a presidência com seus negócios e ainda não definiu um vice.
A oposição, por sua vez, consolidou a chapa liderada por Marcelo Portugal Gouvêa, escolhido pelos blocos Força São Paulo, Novo São Paulo e Salve o Tricolor Paulista, com Eduardo Alfano como vice‑presidente e Fábio Mariz concorrendo ao Conselho Deliberativo, sinalizando uma estratégia coordenada para romper a hegemonia da situação.
A situação reúne cinco blocos – Vanguarda, Legião, Participação, Sempre Tricolor e Somos SPFC – que somam 133 conselheiros (60 vitalícios, 73 eleitos), enquanto a oposição conta com Força SP, Novo São Paulo e Salve o Tricolor Paulista, totalizando 101 conselheiros (75 vitalícios, 26 eleitos); além disso, 14 conselheiros independentes podem balançar o resultado.
Se a oposição triunfar, espera‑se uma revisão nas políticas de contratação e maior transparência nas finanças, áreas críticas após a recente lesão de Domingos Duarte e a necessidade de reforçar a zaga; por outro lado, a manutenção da situação poderia garantir continuidade nos projetos de infraestrutura e nas parcerias comerciais já em curso.
A Assembleia Geral dos sócios ocorre na segunda quinzena de novembro para eleger 100 novos conselheiros, seguida da votação presidencial em dezembro; torcedores e investidores deverão observar as declarações dos candidatos nas próximas semanas e a formação oficial das chapas até 15 de outubro, prazo fixado por Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo.
Fonte: ge.globo
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