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Como funciona a Saudi Pro League, o Campeonato Saudita

Pontos corridos, 18 clubes, o fundo PIF dono dos gigantes e as vagas asiáticas: entenda a liga de Ronaldo e Benzema

Pedro Henrique3 min de leitura

A Saudi Pro League, oficialmente Roshn Saudi League, é a primeira divisão do futebol da Arábia Saudita e, de uns anos para cá, virou assunto obrigatório no Brasil. Foi para lá que foram Cristiano Ronaldo, Karim Benzema, Sadio Mané e uma leva de craques que antes só se via na Europa. Mas, por trás do glamour das contratações bilionárias, o formato da liga é mais simples do que muita gente imagina: são pontos corridos, do jeito que o torcedor brasileiro conhece bem.

A competição reúne 18 clubes que se enfrentam em turno e returno, ou seja, cada time joga contra todos os outros duas vezes, uma em casa e uma fora. Isso dá 34 rodadas ao longo da temporada, que segue o calendário europeu (de agosto a maio) e não o ano civil como o nosso Brasileirão. A pontuação é a de sempre: 3 pontos por vitória, 1 pelo empate e nada pela derrota. Quem somar mais pontos ao fim das 34 rodadas leva o título, sem playoff ou final.

Em caso de empate em pontos, o primeiro critério de desempate no Campeonato Saudita não é o saldo de gols, e sim o confronto direto entre os times empatados. Só depois entram o saldo de gols e os gols marcados. É uma diferença importante em relação ao Brasileirão, onde o número de vitórias e o saldo pesam antes do confronto direto. Na prática, um duelo direto na reta final pode valer o campeonato.

Na base da tabela, os três últimos colocados são rebaixados para a Saudi First Division League, a segunda divisão. No sentido inverso, sobem os campeões e o vice da segundona, mais um terceiro clube definido em disputa de acesso. Foi assim que times como Neom e Al-Najma chegaram à elite recentemente, num movimento de renovação constante das 18 vagas.

O grande diferencial do futebol saudita não está no regulamento, mas na estrutura de propriedade dos clubes. Em 2023, o PIF, o fundo soberano de investimentos do Estado saudita, assumiu o controle dos quatro maiores clubes do país: Al-Hilal, Al-Nassr, Al-Ittihad e Al-Ahli. Foi esse fundo, com bolsos praticamente sem fundo, que bancou a corrida por estrelas e transformou a liga numa vitrine global em poucas temporadas.

As estrelas estrangeiras, porém, têm limite. Para a temporada 2025-26, cada clube pode inscrever até 10 jogadores estrangeiros: oito atletas de qualquer idade e mais dois sub-21 nascidos em 2003 ou depois. A regra existe justamente para equilibrar o investimento em nomes de fora com a formação e o aproveitamento de jogadores sauditas, uma preocupação da federação em não sufocar a base local.

No alto da tabela, as primeiras posições valem vaga na AFC Champions League Elite, a principal competição de clubes da Ásia, o equivalente asiático à Libertadores. Os mais bem colocados entram na fase de grupos e os seguintes podem passar por uma fase preliminar, conforme o número de vagas do país no continente. Times um pouco abaixo podem cair na AFC Champions League Two, a segunda competição continental, e há ainda vaga para torneios de clubes do Golfo.

Vale lembrar que o vencedor da própria Champions League Elite também garante presença na temporada seguinte, o que pode reforçar a representação do país na Ásia. Foi por esse caminho que o Al-Ahli, campeão continental, assegurou seu lugar entre os representantes sauditas, somando-se aos mais bem colocados da liga.

Na temporada 2025-26, o Al-Nassr de Cristiano Ronaldo conquistou o título, o 11º da história do clube, quebrando um longo jejum sem a taça e destronando o Al-Ittihad, campeão da temporada anterior. Ao lado do Al-Hilal, o clube de Riad é uma das forças históricas de uma liga que, embora dominada por poucos, ganhou competitividade com a chegada do dinheiro do PIF.

Em resumo: a Saudi Pro League é uma liga de pontos corridos com 18 times, 34 rodadas, três rebaixados e vagas para a elite do futebol asiático. O que a tornou única não foi o formato, e sim o projeto de Estado por trás dela. Curiosidade: o nome comercial, Roshn Saudi League, vem de uma incorporadora imobiliária ligada ao próprio PIF, deixando ainda mais explícito de onde vem o combustível que moveu a revolução do futebol saudita.

Perguntas frequentes

Como funciona o formato da Saudi Pro League?

A Saudi Pro League é disputada em pontos corridos, com 18 clubes que se enfrentam em turno e returno, somando 34 rodadas. São 3 pontos por vitória, 1 por empate e nenhum por derrota. Quem tiver mais pontos ao fim das 34 rodadas é campeão, sem playoff nem final. A temporada segue o calendário europeu, de agosto a maio.

Quantos times jogam o Campeonato Saudita?

São 18 clubes na Saudi Pro League, a primeira divisão do futebol da Arábia Saudita. Cada time enfrenta todos os outros duas vezes, uma em casa e outra fora, o que resulta em 34 rodadas por temporada. Diferentemente do Brasileirão, que segue o ano civil, a liga saudita vai de agosto a maio.

Qual é o critério de desempate no Campeonato Saudita?

O primeiro critério de desempate é o confronto direto entre os times empatados em pontos, e não o saldo de gols. Só depois entram o saldo de gols e os gols marcados. É diferente do Brasileirão, onde o número de vitórias e o saldo pesam antes do confronto direto — na prática, um duelo direto na reta final pode valer o título.

Quantos times são rebaixados na Saudi Pro League?

Os três últimos colocados da tabela são rebaixados ao fim da temporada. Como a liga é de pontos corridos, a briga contra a queda se decide ao longo das 34 rodadas, no mesmo sistema de pontuação que o torcedor brasileiro conhece: 3 pontos por vitória, 1 pelo empate e nada pela derrota.

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